- Monique Medeiros chorou ao dizer que, em novembro de 2020, Henry revelou ter sofrido agressão de Jairinho, com frases como que recebeu uma “banda” e uma “moca” e que era “bobalhão e mimado”.
- Segundo ela, Jairinho minimizou o episódio à época, dizendo ter segurado a criança pelos braços e colocado a perna na frente, alegando que o menino não caiu.
- Monique afirmou que o comportamento de Henry mudou ao longo do tempo, ficando triste e apresentando tremores e vômitos na presença de Jairinho.
- Ela relatou ainda um suposto “abraço apertado” dado por Jairinho, segundo o pai da criança, Leniel Borel, o que teria deixado Henry incomodado e teria afastado os dois.
- A babá Thayná Ferreira também foi citada; Monique disse que não foi avisada imediatamente sobre possíveis agressões e mencionou mensagens recebidas em fevereiro de 2021 sobre os relatos de agressões.
O julgamento do caso Henry Borel segue em andamento. Monique Medeiros relatou, em sessão neste domingo, episódios de agressão atribuídos a Jairinho, ocorridos cerca de cinco meses antes da morte da criança. A testemunha chorou ao descrever relatos feitos pelo filho.
Segundo Monique, Henry disse que Jairinho o havia agredido com uma banda e uma moca, chamando-o de bobalhão e mimado. Ela afirmou que Jairinho minimizou o episódio, afirmando ter segurado a criança pelos braços sem que houvesse queda.
Mudanças no comportamento de Henry foram apontadas pela ré. Ela afirmou que o menino passou a demonstrar tristeza, tremores e vômitos quando o pai adotivo estava perto, e reconheceu que não imaginava que Jairinho pudesse abusar da criança.
Ela relatou que buscou ajuda de psicólogos, médicos e do ex-marido Leniel Borel para entender as mudanças no filho. A defesa sustenta que não havia sinais que indicassem tortura, agressão ou risco iminente.
Depoimento e novos desdobramentos
Monique citou um suposto “abraço apertado” descrito por Leniel, após o garoto relatar desconforto com Jairinho. Ela disse que a relação entre Henry e Jairinho ficou tensa a partir desse episódio.
Ela relembrou ainda relatos da babá Thayná Ferreira. A ré negou ter sido alertada imediatamente sobre possíveis agressões, e disse ter recebido informações apenas depois, em parte contraditórias com o que a família afirma.
Segundo Monique, a babá disse que Henry contou ter recebido uma banda e um chute de Jairinho, além de mencionar que o filho estava atrapalhando a mãe. Ela citou conversas trocadas com a funcionária em fevereiro de 2021.
Entre os pontos de tensão também constam acusações de violência contra Monique. A ré relatou mensagens de uma mulher que dizia manter relação com Jairinho e relatou episódio de agressão durante uma crise de ciúmes em novembro de 2020.
Ela descreveu que Jairinho teria pulado o muro da casa dos pais, a teria agarrado e colocado a mão no pescoço, após descobrir mensagens envolvendo Leniel. O dia seguinte teria sido marcado por desculpas atribuídas ao estado de embriaguez.
Avanço do julgamento
O júri popular ocupa o nono dia de debates. Até agora foram ouvidas 22 testemunhas, entre defesa e acusação. Em seguida começam os debates entre Ministério Público, assistentes de acusação e advogados.
Após os debates, os jurados irão responder aos quesitos que definirão a responsabilidade criminal dos réus. A decisão será tomada pela maioria dos votos. A previsão é que a sentença seja anunciada entre 3 e 4 de junho pela juíza Elizabeth Machado Louro.
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