- Justiça condena homem por discriminação racial em escola de Santa Catarina, com multa, retratação pública e participação em cursos de conscientização.
- Acusação aponta que o homem fez comentários ofensivos contra a professora evangélica por ela ter abordado temas religiosos em sala.
- O juiz afirmou que a atitude viola princípios constitucionais de igualdade e respeito às diferenças; a liberdade de expressão não pode promover ódio.
- A professora relatou sentir-se ameaçada e constrangida, e a escola reafirmou compromisso com o respeito às diversidades.
- Entidades antirracismo celebraram a decisão, considerada um marco, e a instituição de ensino informou apoio à decisão e continuidade de um ambiente inclusivo.
A Justiça condenou um homem por discriminação racial em Santa Catarina após ele questionar uma professora sobre doutrinação religiosa em sala de aula. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (1º) e traz repercussão na comunidade local. O caso envolve uma professora evangélica que aborda temas religiosos em sala.
Segundo os autos, o réu fez comentários ofensivos e discriminatórios contra a professora, que é evangélica, por ela ter discutido religião na escola. A sentença impõe multa ao condenado e determina retratação pública.
O juiz entendeu que a atitude viola princípios constitucionais de igualdade e respeito às diferenças. A defesa afirmou que a liberdade de expressão não pode promover ódio ou discriminação racial.
A professora relatou sentir-se ameaçada e constrangida com as palavras do homem. Ela destacou que a instituição promove o respeito à diversidade e que a conduta dele foi inaceitável.
Repercussão e desdobramentos
Entidades antirracismo comemoraram a decisão, afirmando que o caso envia um sinal de tolerância zero ao racismo. Representante de ONG local reforçou a importância da responsabilização.
A escola informou que continuará promovendo um ambiente de respeito e tolerância, apoiando a decisão da Justiça. A instituição não divulgou detalhes adicionais sobre o caso.
A sentença determina ainda que o homem participe de cursos de conscientização sobre racismo e diversidade, como parte da reparação. O caso é visto como marco na luta contra preconceito na região.
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