- O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais do TSE.
- Renata é ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça e namorada do ministro Dias Toffoli, que voltou a ser membro titular do TSE no dia 13.
- A portaria de nomeação foi publicada na quarta-feira, 27; ela deixará o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
- A nova diretoria vai atuar em missões no exterior, representando o TSE em fóruns, promovendo o sistema de votação brasileiro e acompanhando observadores nas eleições.
- Renata Gil tem trajetória destacada na área, incluindo atuação no CNJ, atuação pela violência contra a mulher e presidir a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em 2019.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes? [note: original segue], na verdade a informação deve focar em Nunes Marques. Reescrevendo com base no conteúdo fornecido: O presidente do TSE, Alexandre de Moraes? Nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para chefiar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da corte. A nomeação foi publicada em portaria nesta quarta-feira (27). Renata deixa o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, que está como governador interino do estado.
A magistrada é ex-conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e permanece ligada ao Judiciário por meio da nova função. Ela afirmou ter recebido o convite com honra e responsabilidade, destacando a atuação da Justiça Eleitoral como instrumento de soft power internacional. A nomeação também aponta para ampliar a presença feminina em espaços decisórios, segundo a própria Renata.
A portaria que criou a Diretoria de Assuntos Internacionais substitui a Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência. A nova diretoria ficará responsável por missões no exterior, representação do TSE em fóruns internacionais, promoção do sistema eletrônico de votação e acompanhamento de observadores em eleições.
Quem é Renata Gil Alcântara
Renata entrou na magistratura em 1998, após formada pela Uerj. Foi indicada pelo STF para compor o CNJ, atuando até 2025. O Senado aprovou seu nome para o CNJ com 74 votos a favor e 3 contra, no fim de 2023. Durante o CNJ, foi ouvidora nacional da mulher e supervisionou a política de enfrentamento à violência contra a mulher no Judiciário.
Em 2019, Renata tornou-se a primeira mulher presidente da AMB. Em 2020, ganhou destaque pela campanha Sinal Vermelho, que orienta vítimas de violência a pedir ajuda de forma discreta. A iniciativa passou a integrar a Lei 14.188/2021 e foi adotada nacionalmente. Além disso, ela fundou o Instituto Nós por Elas, ONG que atua contra violência e desigualdade de gênero.
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