- A desembargadora Ivana David ligou a inclusão das facções PCC e Comando Vermelho (CV) como terroristas a um suposto aumento no preço da cocaína no mercado ilegal, segundo informações de inteligência.
- Em entrevista à CNN, Ivana afirmou que o PCC e o CV vão continuar atuando e que, com maior dificuldade, a cocaína fica mais cara.
- A declaração repercutiu entre figuras da direita, como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL), que criticou o que chamou de falha do país.
- Outros nomes da direita also comentaram o tema, incluindo Jair Renan Bolsonaro, Fabio Wajngarten e o advogado Paulo Faria, discutindo impactos do suposto aumento de preço.
- A reportagem tentou contato com Ivana David para esclarecimentos; a assessoria informou que o espaço permanece aberto para considerações.
A desembargadora Ivana David, do TJSP, associou a inclusão das facções CV e PCC na lista de organizações terroristas aos Estados Unidos a uma elevação no preço da cocaína no mercado ilegal. A afirmação foi dada à CNN nesta sexta-feira (29) e ganhou repercussão entre setores da direita.
Segundo Ivana, informações de inteligência indicam que o preço da cocaína já subiu após a decisão dos EUA de classificar as gangues como terroristas. Ela afirma que, com maior dificuldade para o comércio de drogas, o custo da substância tende a aumentar, enquanto as organizações mantêm suas ações.
A declaração gerou desdobramentos nas redes sociais, com comentários de figuras ligadas ao espectro político de direita. Entre elas estão o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, que comentaram a linha de avaliação sobre o tema.
A publicação também contou com manifestações de outros entrevistados, incluindo advogados e ex-assessores ligados ao governo anterior, que discutiram o efeito da classificação internacional sobre o crime organizado e o narcotráfico. Entre as falas, houve questionamento sobre a interpretação de especialistas citados.
Tentativa de contato
A reportagem tentou contato com Ivana David para esclarecer as declarações. O TJSP não divulgou imediato posicionamento oficial sobre o caso. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos da defesa da magistrada ou de integrantes do tribunal.
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