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Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB; delação é negociada

Advogado deixa defesa do ex-presidente do BRB, que negocia delação; PF aponta propina de R$ 146,5 milhões com Vorcaro e pagamentos de R$ 74 milhões

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
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  • O advogado Eugênio Aragão deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que negocia delação premiada no caso Master.
  • Aragão anunciou a saída em nota à imprensa e ressaltou que só participaria de iniciativas jurídicas pautadas pela seriedade e provas consistentes.
  • Ele havia assumido a defesa de Costa em 22 de abril, junto com Davi Tangerino.
  • Costa foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de ter negociado propina de R$ 146,5 milhões com Vorcaro, via imóveis, em troca de atuar na compra do Master pelo BRB.
  • Segundo a PF, os pagamentos teriam sido travados após Vorcaro ser informado sobre investigações sigilosas, mas Costa teria recebido mais de R$ 74 milhões e atuado como “verdadeiro mandatário” de Vorcaro no âmbito do BRB.

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, permanece no radar de investigações envolvendo o caso Master. Nesta semana, o advogado Eugênio Aragão deixou a defesa de Costa, que negocia possível delação premiada, segundo fontes oficiais. A MPF investiga pagamentos atrelados à aquisição do Master pela instituição.

Aragão anunciou a saída por meio de nota à imprensa, afirmando que só participa de ações jurídicas pautadas pela seriedade, confiança profissional e responsabilidade, e que eventual colaboração premiada depende de provas consistentes. O comunicado não detalha novos passos no acordo de delação.

Costa tinha sido representado por Aragão desde 22 de abril, quando o advogado foi contratado para atuar no caso, em parceria com o procurador aposentado Davi Tangerino. A dupla substituiu defesas anteriores no âmbito da operação que investiga o BRB.

Costa foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta negociação de propina de 146,5 milhões de reais com o empresário Vorcaro, envolvendo imóveis, para facilitar a compra do Master pelo BRB em Brasília. O inquérito afirma que pagamentos foram bloqueados após Vorcaro tomar conhecimento de investigações sigilosas relativas ao Master.

Segundo a PF, o ex-presidente do BRB teria recebido mais de 74 milhões de reais do ex-banqueiro. A apuração sustenta que Costa posicionou o BRB a serviço da liquidez do Master e atuou como representante de Vorcaro no âmbito do banco público. As informações são apuradas pela Polícia Federal, com investigação em curso.

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