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Juíza determina depósito de R$ 50 milhões pela Sigma por danos em mina de lítio MG

Juíza determina depósito de cinquenta milhões de reais pela Sigma Mineração para danos em Araçuaí e Itinga, com consultores independentes, reassentamento emergencial, saúde pública e suspensão de operações noturnas

Empresa americana também terá de suspender atividades noturnas ruidosas na região entre 22h e 6h. (Foto: Douglas Magno / AFP)
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  • Juíza determina depósito de R$ 50 milhões pela Sigma Mineração nos próximos dez dias para cobrir supostos danos da operação de lítio em Grota do Cirilo, Minas Gerais.
  • A medida é decorrente de ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais e fixa pagamentos para consultores técnicos independentes escolhidos pelas comunidades afetadas.
  • Também exige criação de programa opcional de reassentamento emergencial, financiamento de medidas de saúde pública e suspensão de operações noturnas barulhentas das 22h às 6h.
  • A decisão aponta relatos de poeira, tremores, rachaduras em casas e ruído como indicativos de violação da dignidade humana nas comunidades Piauí Poço Dantas, Ponte do Piauí e Santa Luzia.
  • A Sigma Mineração não comentou o caso até o momento.

Uma juíza estadual determinou que a Sigma Mineração, empresa do grupo Sigma Lithium, deposite R$ 50 milhões em juízo nos próximos 10 dias. O objetivo é assegurar a cobertura de danos supostamente causados pela operação de lítio na Grota do Cirilo, em Minas Gerais.

A liminar, emitida no domingo, decorre de ação civil pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. A decisão exige que a empresa pague por consultores técnicos independentes, escolhidos pelas comunidades afetadas, além de financiar medidas de saúde pública.

Também determina a criação de um programa opcional de reassentamento emergencial e a suspensão das operações noturnas ruidosas das 22h às 6h. Moradores relatam poeira, tremores, fissuras em casas e ruído constante.

Os relatos mencionados pela comunidade envolvem as áreas Piauí Poço Dantas, Ponte do Piauí e Santa Luzia. A juíza Patrícia Bergamaschi de Araújo descreveu o quadro como violação massiva da dignidade humana.

A Sigma Mineração não respondeu ao pedido de comentário feito fora do horário comercial no domingo. A informação foi publicada pela Bloomberg.

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