- Ivanna Ortiz, de 35 anos, é acusada de disparar dezenas de tiros com um rifle semelhante a AR-15 na casa de Rihanna, em Beverly Hills, em 8 de março.
- Ortiz pediu que o caso avance para uma audiência preliminar rápida, apesar do pedido de avaliação de capacidade mental feito pela defesa.
- A juíza Shannon Cooley afirmou que não havia evidência objetiva suficiente para obrigar a suspensão do processo para avaliação de competência, mas disponibilizou auxílio para obter registros da prisão.
- A acusação sustenta uma tentativa de homicídio, dez acusações de disparo com arma semiautomática e três de disparo em residência habitada; os disparos teriam ocorrido com a casa ocupada pela cantora, A$AP Rocky, filhos e a mãe de Rihanna.
- Segundo polícia, Rihanna e Rakim Mayers estavam em uma caravana fora da casa quando ouviram os disparos; houve múltiplos orifícios de bala na propriedade, no veículo e nos portões. A audiência seguinte está marcada para 19 de maio.
Ivanna Ortiz, 35, compareceu ao tribunal na cidade de Los Angeles nesta quarta-feira para tratar do caso envolvendo Rihanna e a suposta investida com um rifle AR-15 na casa da cantora, na área de Beverly Hills, em 8 de março. Ortiz negou o pedido de suspensão do processo para avaliação de capacidade mental, apresentado pela defesa.
A audiência ocorreu após registros judiciais relatarem que Rihanna teria ouvido os tiros e pressionado A$AP Rocky, cujo nome legal é Rakim Mayers, a se proteger. Ortiz é acusada de disparar 20 vezes durante o ataque, que também atingiu a residência e gerou várias perfurações no local.
A juíza Shannon Cooley determinou que não havia evidências objetivas suficientes para suspender o andamento do caso com base apenas na opinião da defesa. No entanto, a magistrada autorizou a obtenção de registros da prisão para subsidiar a defesa, mantendo em aberto a possibilidade de avaliação futura.
Segundo a justiça, Ortiz enfrenta uma acusação de tentativa de homicídio, 10 acusações de agressão com arma semiautomática e três de disparos em imóvel ocupado. A acusação sustenta que a motorista dirigiu até o imóvel no dia do incidente, efetuando os disparos com a residência ocupada pela artista, seu parceiro, os filhos do casal e a mãe de Rihanna.
O relatório policial obtido pela Rolling Stone aponta que Rihanna e Mayers estavam dentro de um trailer próximo quando a cantora ouviu sons fortes semelhantes a metal batendo. Ao abrir as cortinas, Rihanna observou buracos de bala no para-brisa e informou ter orientado Mayers a se colocar no chão.
Ortiz permaneceu em silêncio durante a sessão, vestindo uniforme laranja e Algemas. Ela respondeu apenas quando chamada pela juíza, reafirmando o desejo de manter o andamento do processo. A próxima sessão está marcada para 19 de maio, com a defesa vislumbrando um pedido de adiamento por conta de um volume elevado de material de investigação.
O promotor Alexander Bott descreveu o episódio como um disparo extremamente perigoso em uma área residencial, ressaltando que a agressão durou alguns segundos e poderia ter sido fatal. Ele afirmou que Ortiz escolheu uma arma de alto poder, com disfarce por meio de peruca, evidenciando planejamento.
Testemunhas relataram que um Tesla Model 3 branco com placa de papel deixou o local rapidamente e foi localizado por helicóptero policial. Investigações encontraram seis buracos na cerca do portão, além de um na cerca de pedestre e outros três no interior da propriedade, conforme documentos judiciais.
Antes do incidente, Ortiz trabalhava como fonoaudióloga licenciada na Califórnia. Uma solicitação apresentada ao tribunal pediu que a licença seja suspensa durante a ação criminal; a jugada foi atendida por outro juiz, com validade até o término do processo. A licença da profissional, emitida em 16 de abril de 2016, tem validade até 30 de junho de 2027.
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