- Michail Chkhikvishvili, líder do grupo extremista Maniac Murder Cult, foi condenado a 15 anos de prisão pela juíza Carol Bagley Amon.
- Ele se declarou culpado de incitar crimes de ódio e de dar instruções para fabricar bombas e ricina.
- O plano incluía que um cúmplice se passasse por Papai Noel e distribuísse doces envenenados para crianças de minorias étnicas em Nova York.
- A operação envolveu infiltração do FBI, com promotores afirmando que ele recrutou pessoas para atacar minorias, usando o aplicativo Telegram para contatar um agente infiltrado.
- Extraditado da Moldávia para o Brooklyn em maio de 2025, Chkhikvishvili se declarou culpado em novembro; a sentença, segundo os promotores, retira um “monstro” das ruas e protege comunidades.
Um supremacista branco foi condenado a 15 anos de prisão por planejar que um cúmplice, disfarçado de Papai Noel, distribuísse doces envenenados a crianças de minorias étnicas em Nova York. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira pela juíza Carol Bagley Amon, após Michail Chkhikvishvili se declarar culpado de incitar crimes de ódio e de fornecer instruções para fabricar bombas e ricina.
O condenado era líder do Maniac Murder Cult, grupo extremista violento com motivação racista. A prisão ocorreu após uma operação do FBI que o evidenciou no papel de recrutador de novos membros para atos violentos em apoio às ideologias do grupo. Promotores disseram que ele planejou ataques em Nova York.
Chkhikvishvili, de nacionalidade georgiana, foi extraditado da Moldávia para o Brooklyn em maio de 2025 e se declarou culpado em novembro. Segundo a acusação, ele usou o aplicativo Telegram para persuadir um suposto colaborador a realizar os ataques, que incluíam bombas e incêndios contra minorias raciais e judeus.
Atuação e métodos
Promotores afirmaram que o líder recrutou uma pessoa – que na prática era um agente infiltrado – para executar os atentados. O objetivo era espalhar medo entre comunidades étnicas em Nova York, com base em ideologia racista e antijudaica.
A decisão de Amon reforça o peso das operações de combate ao extremismo violento nos EUA. O procurador-geral adjunto John Eisenberg elogiou a condenação, destacando que a sentença remove um indivíduo perigoso das ruas.
Entre na conversa da comunidade