- Elias Calocane, irmão de Valdo Calocane, disse ao inquérito que se sentiu impotente diante da saúde mental do irmão e que acreditava que as mensagens violentas estavam relacionadas a pensamentos suicidas.
- Valdo Calocane, diagnosticado com esquizofrenia paranóide em 2020, matou três pessoas em Nottingham em 13 de junho de 2023 e feriu outras três.
- Mensagens enviadas em 2020 continham violência e paranoia sobre tecnologia; em um trecho, Valdo escreveu que pensava em “red rum” (morte soletra ao contrário) e que queria “ferir Permanentemente”.
- Entre 2020 e 2023, Elias viu o irmão apenas duas vezes e relatou dificuldades com o sistema de saúde mental; descreveu sensação de desespero diante dos serviços.
- No dia anterior ao ataque, Valdo ligou para Elias por quarenta e quatro minutos, e no dia seguinte disse que “já foi feito” e pediu para tirarem os pais do país; Elias afirmou que deveria ter chamado o 999.
Valdo Calocane, condenado por matar três pessoas em Nottingham em 2023, foi alvo de um inquérito que investiga os antecedentes. O irmão mais novo, Elias Calocane, declarou sentir-se impotente diante da saúde mental do irmão e acreditar que mensagens violentas refletiam pensamentos suicidas, não a intenção de ferir terceiros.
O ataque ocorreu em 13 de junho de 2023. Barnaby Webber e Grace O’Malley-Kumar, ambos com 19 anos, e o cuidador Ian Coates, de 65, foram mortos; outras pessoas ficaram feridas. Calocane foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide em 2020.
O que o inquérito ouve sobre 2020
Elias explicou ter recebido mensagens do irmão em 2020, antes da primeira internação, que continham violência e temores relacionados à tecnologia. Em uma delas, Valdo mencionou estar “pensando em red rum”, frase associada a homicídio ao contrário. Em outra, afirmou querer “machucar permanentemente”.
Entre 2020 e 2023, Elias afirmou acreditar que Valdo poderia tirar a própria vida. O inquérito revelou mensagens descrevendo angústia, paranoia, raiva e os “pensamentos mais negros” de Calocane.
Relação entre mensagens e o ataque
Segundo Elias, uma mensagem de janeiro de 2020, contendo um “eu te amo”, foi interpretada por ele como um possível adeus. Ainda assim, o irmão destacou que a comunicação tratava principalmente da situação, de monitoramento e de sentir uma dor intensa.
Durante o interrogatório, a defesa sugeriu que as mensagens não deixavam claro que Valdo iria ferir alguém. Elias indicou que, ao considerar o contexto, era possível inferir o vínculo com a violência e a sensação de estar sobrecarregado.
Possíveis falhas no suporte e próximos passos
Entre 2020 e 2023, Elias disse ter se encontrado com Valdo apenas duas vezes, em 2020 e 2022, em parte devido às restrições da pandemia. Reconheceu dificuldades no relacionamento fraterno e na compreensão da saúde mental do irmão, bem como uma sensação de impotência frente aos serviços.
Elias relatou ainda que recebeu telefonemas de Valdo no dia anterior ao ataque e na manhã seguinte, nos quais o irmão mencionou que “já tinha sido feito” e pediu para tirar os pais do país. Foi sugerido que ele deveria ter ligado 999 naquele momento.
Situação atual do inquérito
Foi informado que Valdo recebeu diagnóstico de esquizofrenia paranoide em outubro de 2023, quatro meses após o ataque. As famílias das vítimas manifestaram desaprovação durante as sessões. O inquérito segue, com novas informações sendo apresentadas para esclarecer os antecedentes.
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