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Presidente da OpenAI diz que Elon Musk queria controle do ChatGPT

Julgamento entre OpenAI e Musk revela disputa por controle e rumo lucrativo; decisão pode moldar o futuro da empresa e seu possível IPO

Elon Musk em foto de setembro de 2025 — Foto: REUTERS/Daniel Cole
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  • Sam Altman negou as acusações de Elon Musk de que teria traído a missão da OpenAI, dizendo que Musk busca controlar a empresa para lucrar.
  • Musk moveu uma ação em agosto de 2024, alegando que foi convencido a doar US$ 38 milhões e que a OpenAI escolheu o caminho com fins lucrativos desde 2019.
  • O julgamento, na terceira semana, pode definir o futuro da OpenAI e de seus dirigentes, em meio a rumores de abertura de capital que poderia valuá-la em até US$ 1 trilhão.
  • Altman afirmou que Musk já pressionou por uma participação de 90% e que não cedeu ao controle majoritário; o executivo também disse que não houve fusão com a Tesla.
  • Bret Taylor, presidente da OpenAI, testemunhou que houve uma oferta de aquisição formal de um consórcio liderado pela xAI, em fevereiro de 2025, seis meses após o início do litígio.

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, rebateu nesta terça-feira a acusação de Elon Musk de que teria traído a missão pública da empresa. Segundo Altman, Musk busca o controle da OpenAI com o objetivo de lucrar com a organização, que passou a ter fins lucrativos em 2019, após a criação da entidade sem fins lucrativos original.

O processo, aberto em agosto de 2024, envolve Musk contra Altman e o cofundador da OpenAI, Greg Brockman. A ação cobra danos bilionários e envolve medidas para afastar os dois dirigentes, em meio a disputas sobre a futura estrutura de governança da empresa e a possível abertura de capital.

O julgamento, na terceira semana, ocorre no tribunal federal de Oakland, na Califórnia. A OpenAI avalia um eventual IPO, com estimativas de valor que podem chegar a US$ 1 trilhão, enquanto a disputa envolve pressões sobre controle acionário e diretrizes para a missão institucional.

Altman afirmou que Musk não participava de planos voltados para fins lucrativos, diferentemente do que foi alegado pela defesa. O executivo explicou que houve resistência a ceder o controle majoritário, apesar de Musk ter reduzido suas exigências ao longo das negociações.

Musk teria requerido uma participação de 90% na OpenAI e, em determinado momento, demonstrou desconforto com a ideia de manter o controle compartilhado. Altman comentou que não houve fusão com a Tesla, decisão tomada para preservar a missão da OpenAI.

Durante o interrogatório, o advogado de Musk questionou a honestidade de Altman, citando relatos de ex-membros da diretoria. O réu negou ter enganado parceiros ou investidores, mantendo o compromisso com a integridade dos negócios.

A sessão também trouxe relatos sobre o impacto da saída de Musk na organização. Altman disse que a empresa arrecadou soma considerável de investimentos ao longo de sua existência, o que gerou repercussões internas entre quem teme prejudicar o financiamento e quem celebra a autonomia de pesquisa.

Entre os depoimentos recentes está o do presidente da OpenAI, Bret Taylor, que afirmou ter recebido uma proposta de aquisição de um consórcio liderado pela xAI, de Musk, poucos meses após o início do processo judicial. A sugestão foi recebida de forma surpresa pelos dirigentes.

A audiência pode se estender nesta semana, com jurados aguardando deliberação sobre a responsabilidade dos réus até cerca de 18 de maio. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers supervisiona o andamento do caso e definirá as medidas corretivas cabíveis.

Contextos anteriores mostram que o caso envolve disputas entre fundadores e investidores sobre o rumo da OpenAI. Ilya Sutskever, ex-cientista-chefe, relatou ao tribunal a coleta de evidências sobre supostas mentiras reiteradas, enquanto o investimento da Microsoft foi descrito como um risco calculado por seus executivos.

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