- Bate-boca entre o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, e o ministro Ives Gandra Filho ocorreu durante a sessão desta segunda-feira (4), após vídeo da fala de Vieira sobre juízes “vermelhos e azuis ter viralizado nas redes.
- Vieira de Mello Filho disse que não existem juízes azuis nem vermelhos, e que a defesa da justiça e das pessoas vulneráveis é sua causa, não interesses.
- Gandra Filho afirmou haver divisão interna na Corte entre visões liberais, intervencionistas, legalistas, ativistas e protecionistas, e criticou a ideia de juízos morais sobre cores.
- O presidente do TST sustentou que a fala referia-se à defesa da instituição e da justiça do trabalho, destacando que não pode ficar omisso diante de cursos que orientem a advocacia na Corte.
- A ministra Maria Cristina Peduzzi pediu que não haja atitudes disruptivas e destacou que todos atuam para cumprir a lei, sem interesses ou causas pessoais.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, e o ministro Ives Gandra Filho se desentenderam durante a sessão desta segunda-feira (4). O bate-boca ocorreu após trechos de falas anteriores viralizarem nas redes sociais sobre uma suposta divisão entre ministros “azuis e vermelhos” na Corte. A discussão foi marcada por críticas à leitura de textos e ao tom de defesa da Justiça do Trabalho.
A controvérsia ganhou contornos políticas ao lado de declarações do presidente do TST, que afirmou defender a instituição mesmo diante de críticas relacionadas a mudanças na atuação da Corte. O episódio envolve também a distribuição entre ministros com perfis considerados mais liberais, mais intervencionistas, legalistas, ativistas e protecionistas, segundo relatos dos protagonistas.
Durante o embate, Vieira de Mello Filho disse ter sido apresentado de forma distorcida e que sua defesa seria pela defesa da Justiça do Trabalho, diante de ameaças percebidas à instituição. A fala reflete a percepção de pressões externas e a necessidade de defender a atuação do tribunal na proteção de direitos trabalhistas.
Ives Gandra Filho reconheceu existir uma divisão interna no tribunal quanto à leitura do direito do trabalho, mencionando diferentes visões entre ministros. Ele reiterou que a prática jurídica no TST envolve variadas perspectivas, sem caracterizar qualquer grupo de forma definitiva. O ministro também avaliou a necessidade de autocrítica para aperfeiçoar a atuação da Corte.
O episódio durou cerca de 30 minutos e teve reação de outros integrantes da corte. A ministra Maria Cristina Peduzzi criticou a forma do debate, ressaltando que cada ministro responde por seus atos e que todos atuam para aplicar a lei. Não houve manifestação de apoio ou rejeição a posições políticas externas, mantendo o tom institucional.
Segundo apuração, a discussão teve início em razão de uma fala apresentada em um curso para advogados que atuam no tribunal, associando termos como azul e vermelho a distintas linhas interpretativas. A presidência do TST ressaltou que o contexto completo não foi transmitido, enfatizando a defesa da Justiça do Trabalho como foco da atuação da corte.
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