Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Entidade pede inelegibilidade de Flávio Bolsonaro após culto com Malafaia

Movimento Brasil Laico denuncia culto com Silas Malafaia, pede inelegibilidade de oito anos para Flávio Bolsonaro e deputados presentes; multa de 25 mil reais

Culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Douglas Ruas (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cláudio Castro (PL) e Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Foto: ADVEC/Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A Associação Movimento Brasil Laico encaminhou denúncia à Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro contra Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro, por um culto realizado no domingo, dia 3.
  • A entidade pede multa de R$ 25 mil por propaganda irregular e a inelegibilidade por oito anos de todos os envolvidos. Também requisita que a Receita Federal apure possível desvio de finalidade da igreja ADVEC e a preservação de vídeos do culto.
  • Segundo o documento, Malafaia conduziu oração coletiva e fez discursos de conteúdo político, configurando propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder religioso.
  • A denúncia sustenta que a presença dos políticos no culto não teve caráter religioso, sendo utilizado para publicidade eleitoral por meio da autoridade pastoral e da infraestrutura da ADVEC.
  • O texto cita o artigo 37 da Lei das Eleições, que proíbe propaganda em templos de uso comum, e destaca que o endosso de Malafaia pode ser entendido como doação estimável em dinheiro; a ação lembra tensões entre religião e espaço público no Brasil.

A Associação Movimento Brasil Laico encaminhou uma denúncia à Procuradoria Regional Eleitoral do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. O alvo é Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A denúncia refere-se a um culto realizado no domingo, 3, na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o documento, Malafaia conduziu uma oração coletiva em favor de políticos presentes e proferiu discursos com conteúdo político-partidário. A entidade afirma que isso caracteriza propaganda eleitoral antecipada em bem de uso comum e abuso de poder religioso.

A ação envolve ainda deputados estaduais Douglas Ruas e Sóstenes Cavalcante (ambos do PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). O grupo pretende a aplicação de multa de 25 mil reais e a inelegibilidade de oito anos para todos.

Entre os pedidos, está o encaminhamento à Receita Federal para apurar eventual desvio de finalidade da ADVEC e a preservação imediata de vídeos e transmissões do culto nas plataformas digitais. A denúncia sustenta que a presença não teve caráter religioso e visou abrir uma linha de propaganda eleitoral.

A peça sustenta que templos religiosos são bens de uso comum e não devem ser usados para propaganda eleitoral, conforme a Lei das Eleições. O documento também aponta que o endosso público de Malafaia pode ser visto como doação estimável em dinheiro.

A representação é assinada por Leandro Patricio da Silva, diretor-presidente. Ele afirma que a liberdade religiosa protege liturgia, mas restringe fraudes eleitorais praticadas sob o manto da oração.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais