- O presidente da OAB de São Paulo, Leonardo Sica, disse ser favorável a uma investigação ampla sobre suspeitas envolvendo ministros do STF, sem citar nomes.
- Sica afirmou que a Procuradoria-Geral da República está “em silêncio” sobre o tema e que a entidade mantém contato para dar andamento às apurações no STF.
- Ele destacou que não nomeou magistrados, mas destacou a necessidade de apurar fatos como o recebimento de caronas em jatos particulares.
- A ideia é que o STF adote normas de conduta mais rigorosas antes das eleições de outubro, para evitar que o tema influencie o pleito.
- Até o momento, foram citados como investigados os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques, com situações envolvendo viagens e contratos vinculados a instituições.
O presidente da seccional paulista da OAB, Leonardo Sica, pediu nesta segunda-feira (6) a abertura de uma investigação ampla sobre suspeitas envolvendo ministros do STF, sem citar nomes. Ele afirmou que a Procuradoria-Geral da República está em silêncio sobre o tema. A declaração foi dada em uma coletiva improvisada após um evento do Poder Judiciário.
Sica representa centenas de milhares de advogados na maior seccional da OAB. Ele disse que é preciso investigar todos os fatos divulgados pela imprensa, como o recebimento de caronas em jatos particulares, para apurar responsabilidades. Afirmou ainda que a OAB está em contato com a PGR para avançar nas apurações no STF.
A crítica ao silêncio da PGR foi destacada pelo presidente da OAB-SP. Ele ressaltou que o objetivo é cobrar uma atuação mais enérgica da instituição, e que os desvios de conduta devem ser tratados sem favorecer o debate eleitoral. O posicionamento busca estimular normas de conduta mais rígidas no STF antes das eleições.
Ponto de tensão e próximos passos
Até o momento, o jornalismo indicou a existência de relatos envolvendo ministros citados em casos de supostas vantagens, incluindo viagens de jato associadas ao chamado caso Master. Entre os nomes mencionados estão Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques, com repercussões pessoais e institucionais ainda em avaliação.
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