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Acusada de ser agente de Pinochet, Adriana Rivas será extraditada ao Chile

Ex-nanny de Bondi é extraditada para Chile para responder a sete acusações de sequestro agravado durante o regime de Pinochet, após anos de contestação.

Adriana Rivas, now in her 70s, is accused of participating in the disappearances of seven people while working for Augusto Pinochet’s secret police force in 1976.
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  • Adriana Elcira Rivas, ex-governess de Bondi, será extraditada para o Chile para enfrentar processo por supostas denúncias de sequestro agravado durante a ditadura de Augusto Pinochet.
  • Ela é acusada de participar do desaparecimento de sete pessoas em 1976, incluindo uma mulher grávida de cinco meses.
  • Rivas vive no exterior desde 1978 e foi presa em 2019, a pedido do governo chileno, após años em custódia tentando evitar a extradição.
  • O juiz federal Michael Lee rejeitou os argumentos de que os crimes estariam mal enquadrados ou o prazo prescricional teria vencido, mantendo a extradição.
  • Familiares de desaparecidos e representantes do Chile estavam presentes no tribunal, com o embaixador e o consul general assistindo à decisão.

Adriana Elcira Rivas, ex-au pair e faxineira de Sydney, será extraditada para o Chile para enfrentar acusações de sequestro agravado durante a ditadura de Augusto Pinochet. A decisão encerra uma batalha de sete anos para permanecer na Austrália.

Rivas, hoje na casa dos 70, é acusada de ter participado do desaparecimento de sete pessoas em 1976, entre elas uma mulher grávida, enquanto integrava uma brigada da direção Nacional de Inteligência do regime.

Ela emigrou para a Austrália em 1978 e morava em Bondi quando foi presa pela polícia de New South Wales em 2019, a pedido do governo chileno. Desde então, permanece detida aguardando a extradição.

O processo ocorreu no tribunal federal de Sydney, com a presença de representantes do Chile, incluindo o embaixador e o cônsul-geral, que acompanharam o anúncio da decisão.

O juiz Michael Lee afirmou que não houve erro de jurisdição no pedido de extradição e que os supostos crimes cabem na categoria de sequestro agravado, conforme apresentado pela autoridade chilena.

Familiares de vítimas do regime acompanharam a sessão, buscando esclarecer o destino de milhares de desaparecidos que ocorreram durante o período. Estima-se que dezenas de milhares de chilenos foram afetados pelo regime entre 1973 e 1990.

Rivas é acusada de integrar uma brigada de interrogatório que torturou membros do Partido Comunista, segundo o queixas apresentadas pelo Chile. Fontes jurídicas ressaltaram que o objetivo é submeter a acusada aos tribunais chilenos.

A defesa argumentava que o caso poderia envolver crimes contra a humanidade, mas o tribunal não reconheceu essa possibilidade para anular a extradição, mantendo o foco no enquadramento de sequestro agravado.

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