- STF recebeu um inquérito da Polícia Federal que apura suposta perseguição e ameaças feitas por Nelson Tanure, ligado ao caso Master, ao investidor Vladimir Timerman.
- O inquérito foi encaminhado pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo ao STF no dia 17 deste mês.
- Timerman afirma que Tanure é dono oculto do Master e que as ações investigadas guardam relação com a “Turma” de Vorcaro, grupo citado em investigações da PF.
- O ministro André Mendonça pode decidir se o inquérito se junta aos outros que já tramitam no STF envolvendo o grupo de Vorcaro, úteis para apurar o esquema ligado ao Master e ao BRB, entre outros.
- Timerman depôs à CPI do Crime Organizado, alegando que Tanure seria o beneficiário final de um suposto esquema, e que Vorcaro atuaria como seu aliado; defesa de Tanure nega as acusações e ressalta a falta de credibilidade de Timerman.
O STF recebeu um inquérito da Polícia Federal que apura suposta perseguição a Nelson Tanure, relacionado ao caso Master, e envolve ameaças apontadas por Vladimir Timerman, gestor da Esh Capital. O envio partiu da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo no dia 17.
Timerman, que depôs à CPI do Crime Organizado, afirma que Tanure seria o dono oculto do Master e que as ações teriam relação com a chamada Turma de Vorcaro. Ele sustenta ter reunido evidências de ameaças que investigações indicam like a atuação do grupo.
O inquérito, aberto em 2024, ficou parado até pedir o envio ao STF em março, quando o juiz Caio Greggio atendeu ao pedido. O ministro relator, André Mendonça, deverá decidir se o caso se junta aos demais envolvendo Vorcaro no STF.
Contexto
Timerman declarou aos senadores que Tanure seria o beneficiário final do esquema ligado ao Master, com suspeitas de desvio de recursos e de atividades que lembram um golpe financeiro. Vorcaro é descrito por Timerman como aliado próximo de Tanure.
A PF já indicou que a Turma de Vorcaro operava por meio de um grupo de WhatsApp, com atos de intimidação a adversários e tentativas de hackeamento de sistemas públicos. A repressão a opositores seria parte de um esquema maior segundo as investigações.
Tanure nega qualquer relação societária com o Master e afirma não haver credibilidade nas acusações de Timerman. A defesa ressalta que o empresário tem histórico de atuação no mercado e não há conduta delitiva associada ao Master. Timerman mantém as denúncias e aponta para monitoramento judicial como alvo de retaliação.
A defesa de Timerman confirmou a existência de uma investigação em andamento para apurar as alegações de assédio, monitoramento e intimidação, sem comentar o andamento do inquérito no STF.
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