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Corte dos EUA analisa caso de pena de morte no Mississippi por viés racial no júri

Suprema Corte dos EUA analisa viés racial na seleção de júri em caso de pena de morte no Mississippi, após Evans ter removido quase todos os jurados negros

The Authority of Law statue by James Earle Fraser, an artist, in front of the US supreme court building is seen on 24 February 2026 in Washington DC.
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  • O Supremo Tribunal dos Estados Unidos analisa nesta terça-feira se houve viés racial na seleção de jurados em um caso de pena de morte no Mississippi.
  • Doug Evans, ex-promotor, afastou quase todos os jurados pretos de um júri que condenou Terry Pitchford por homicídio qualificado em 2006, deixando apenas um jurado preto.
  • O juiz do caso, Joseph Loper, autorizou as dispensa e o Mississippi Supreme Court manteve a condenação.
  • O caso faz referência ao precedente Flowers, em que o tribunal anulou pena de morte e condenação em casos envolvendo Curtis Flowers, destacando possível perseguição racial no júri.
  • Pitchford, hoje com quarenta anos, participou do assalto a um supermercado próximo a Grenada; o outro suspeito, menor de idade na época, não era elegível para a pena de morte.

O Supremo Tribunal dos EUA ouvirá nesta terça-feira argumentos sobre suposto viés racial na seleção de jurados em um caso de pena de morte do Mississippi. O tribunal analisa se a atuação de jurados procuradores levou à exclusão de jurados negros.

O caso envolve Terry Pitchford, condenado em 2006 por assassinato capital. O ex-promotor Doug Evans, que atua hoje como advogado aposentado,Removeu quase todos os jurados negros da composição, com o juiz Joseph Loper permitindo as exclusões.

Pitchford tinha 18 anos na época do crime, ocorrido perto de Grenada, no norte do Mississippi. O segundo participante do crime era menor de idade e, portanto, não elegível para a pena de morte. Pitchford foi condenado e recebeu a pena máxima.

Contexto histórico e argumentos

Durante a seleção, Evans afastou vários jurados negros, sustentando objeções que não foram acolhidas pela defesa. A promotoria contestou as objeções, e o juiz permitiu.

Os defensores citam o precedente do caso Flowers, decidido pelo próprio tribunal em 2019, para pedir igual tratamento. Curtis Flowers já tinha sido julgado seis vezes ao longo de mais de duas décadas.

Desdobramentos e significado

O processo que tramita no tribunal envolve questões sobre se a exclusão de jurados negros violou a garantia de julgamento justo. O caso já percorreu o sistema judiciário por décadas e segue sem decisão final.

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