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Moraes anula audiência de instrução do caso Tagliaferro

Moraes anula audiência de instrução no caso Tagliaferro por entrada tardia de defensor; dez dias para nova nomeação, com atuação da Defensoria Pública, se necessário

Ministro acolheu reclamação de defensor público, que alegou falta de tempo para analisar processo. Tagliaferro deve indicar novos advogados.
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  • Moraes anulou a audiência de instrução do caso Tagliaferro, sobre violação de sigilo funcional, decisão divulgada nesta sexta-feira (27).
  • A sessão de 17 de março foi conduzida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho; Moraes entendeu que a atuação do defensor público Claudionor Barros Leitão, que entrou no caso pouco antes, inviabilizou a análise dos autos.
  • Barros Leitão decidiu não fazer perguntas às testemunhas; os advogados de Tagliaferro protestaram contra a intimação do ex-assessor por edital, em vez de carta rogatória ao governo italiano.
  • Moraes determinou que Tagliaferro nomeie novos advogados no prazo de dez dias; o ministro considerou a possibilidade de abandono de causa, mas manteve a intimação.
  • Caso Tagliaferro não nomeie novo advogado, a Defensoria Pública da União voltará a atuar no caso, com tempo adicional para analisar os autos, antes de marcar nova data para as testemunhas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes anulou a audiência de instrução da ação em que o perito Eduardo Tagliaferro é acusado de violação de sigilo funcional. A sessão ocorreu em 17 de março e foi conduzida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (27).

Moraes reconheceu que o defensor público Claudionor Barros Leitão entrou no caso pouco antes da audiência, o que inviabilizou a análise dos autos. Com isso, Barros Leitão optou por não fazer perguntas às testemunhas. Os advogados de Tagliaferro se recusaram a participar da sessão em protesto à intimação do ex-assessor por edital.

Barros Leitão também citou a possibilidade de abandono de causa. O ministro determinou a intimação de Tagliaferro para nomear novos advogados em até dez dias. Moraes destacou que a nomeação pela Defensoria Pública ante a ausência dos constituintes visou manter a continuidade do ato processual, mas reconheceu a supressão da prerrogativa de defesa.

Desdobramentos

As testemunhas de acusação incluídas pela Procuradoria-Geral da República pertencem à Polícia Civil e foram ouvidas em 2023, quando Tagliaferro foi preso em flagrante por violência doméstica e disparo de arma de fogo. Na época, agentes da delegacia de Caieiras (SP) desconfiaram de que o telefone apreendido era institucional devido ao status do perito.

Caso Tagliaferro não constitua nova defesa, a Defensoria Pública da União (DPU) deverá atuar no processo, com mais tempo para analisar os autos. Somente após essa etapa uma nova data será marcada para o reinício da oitiva das testemunhas.

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