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Josias afirma que Gilmar Mendes quer que Brasil faça papel de bobo para Toffoli

Anulação da quebra de sigilo do fundo ligado a Toffoli, por Gilmar Mendes, é vista como proteção ao ministro e aumenta a tensão entre Congresso e STF

Ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes durante sessão plenária no STF
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  • Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilo do fundo Arlin, que comprou cotas do resort Tayayá, em defesa de Dias Toffoli.
  • A decisão é vista como tentativa de blindagem a Toffoli e de fazer o Brasil parecer neutro diante do caso.
  • A CPI do Crime Organizado havia autorizado a quebra do sigilo do fundo após já ter derrubado outra decisão envolvendo a empresa ligada a Toffoli; o fundo investiu R$ 35 milhões no resort.
  • O jornalista cita tensão entre Congresso e Supremo, com a possibilidade de um cenário menos amistoso entre o Senado e o STF a partir de 2027.
  • Toffoli admitiu ser sócio de uma empresa relacionada aos sócios do resort, o que motivou a apuração da CPI.

Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilo do fundo que comprou cotas do resort Tayayá, decisão vista como proteção a Dias Toffoli, segundo Josias de Souza, no UOL News.

Josias avalia que a ação de Mendes sugere uma blindagem a ministros do STF, alimentando a percepção de favorecimento. Ele afirma que o Brasil estaria fazendo o papel de bobos para proteger Toffoli.

A disputa começou quando a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilo após Toffoli ter derrubado decisão anterior envolvendo a empresa ligada ao ministro. O episódio envolve o fundo Arlin, gerido por Fabiano Zettel, e cotas vendidas a um fundo que investiu no resort.

Segundo Josias, a CPI buscou contornar a decisão de Mendes ao mirar o fundo que adquiriu as cotas. Ele afirmou que o caso ocorre em contexto de tensão entre Congresso e Supremo.

A CPI quebrou o sigilo do fundo Arlin, que investiu cerca de 35 milhões de reais no resort para adquirir a cota da empresa ligada a Toffoli. Mendes teria derrubado a decisão relacionada a esse fundo.

Josias sugeriu que o cenário pode se tornar menos amistoso para o STF caso o clima político se intensifique a partir de 2027, com mudanças no relacionamento entre os poderes. Ele vê possibilidade de Senado menos cooperativo com o tribunal no futuro.

O UOL News, apresentado por Fabíola Cidral e Diego Sarza, mantém transmissão em duas edições diárias. O programa está disponível em diversas plataformas do UOL, sem inserir contatos de outros portais.

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