- Registros da Polícia Federal mostram que Walfrido Warde escreveu a Daniel Vorcaro, antes da operação que levou à primeira prisão do banqueiro, que estava “infernizando” a vida do juiz Ricardo Leite.
- A mensagem foi salva no bloco de notas do celular de Vorcaro no dia 17 de novembro de 2026, horas antes da operação iniciada naquela data.
- A anotação consta em relatório encaminhado pela PF ao Supremo Tribunal Federal e reforça a tese de acesso de Vorcaro a informações sigilosas.
- Naquela época, Leite era o responsável pelas investigações na primeira instância, autorizando a prisão de Vorcaro, que depois foi liberado 10 dias depois por habeas corpus.
- Nos últimos dias, mudanças na defesa de Vorcaro indicam a possibilidade de um acordo de delação premiada, com novos advogados assumindo o caso.
Daniel Vorcaro teve acesso a informações sigilosas antes da operação que resultou em sua prisão, em novembro de 2026. A Polícia Federal identifica uma mensagem em que o advogado Walfrido Warde afirma ter infernizado o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.
Registros obtidos pela PF mostram a conversa registrada em anotações no celular de Vorcaro, salvas no dia 17 de novembro, horas antes da prisão. A operação teve como desfecho a primeira detenção do banqueiro naquele dia.
A prisão ocorreu com autorização de Leite, responsável pelas investigações na primeira instância. Dez dias depois, Vorcaro foi liberado por habeas corpus concedido pela desembargadora Solange Salgado, do TRF-1.
Walfrido Warde deixou a defesa de Vorcaro menos de um mês após a prisão, ainda antes da segunda detenção do banqueiro. Nesta sexta-feira, outro advogado também deixou o caso, aumentando a possibilidade de acordo de delação premiada.
Outro lado
O escritório de Warde afirmou que recebeu a informação de um inquérito envolvendo Vorcaro e o Banco Master na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, segundo o próprio cliente e outros escritórios. O texto sustenta que a petição foi preparada em conjunto e encaminhada aos magistrados da vara.
A defesa afirma que não houve participação de Warde em atos de obtenção de dados sigilosos e que qualquer acusação nesse sentido é caluniosa. O juiz Ricardo Leite não retornou a pedido de comentário até a publicação.
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