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Moraes arquiva inquérito contra Elon Musk, seguindo orientação da PGR

Moraes arquiva inquérito contra Elon Musk, seguindo a PGR, por ausência de provas e falta de intenção fraudulenta na gestão de conteúdos

Alexandre de Moraes e Elon Musk. Fotos: Fellipe Sampaio/STF e Getty Images North America/AFP
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento de uma ação contra Elon Musk, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República.
  • A PGR entendeu que não havia suporte fático para a denúncia criminal e destacou que houve impropriedades técnicas sem intenção fraudulenta.
  • A investigação começou após Musk atacar decisões do STF e ameaçar reativar perfis de bolsonaristas suspensos.
  • Também era apurada possível desobediência, obstrução à justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime.
  • A defesa do X afirmou que Musk não ordenou a reativação de perfis e que a plataforma cumpriu ordens de bloqueio, sem habilitar transmissão ao vivo para contas suspensas.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o arquivamento de uma ação contra Elon Musk, dono da rede X. O acórdão seguiu o parecer da PGR, que apontou ausência de suporte fático para denúncia criminal. A decisão foi proferida nesta terça-feira, 10, no âmbito de apurações envolvendo o perfil da plataforma.

A investigação acompanhava ataques a decisões do STF e ameaças de reativar perfis de bolsonaristas suspensos por ordem do tribunal. Também considerava possível desobediência, obstrução à Justiça e indícios de organização criminosa, ligados à suposta intervenção na aplicação de ordens judiciais.

A defesa da X argumentou que Musk não ordenou a reativação de contas suspensas. A plataforma afirmou ter cumprido mais de uma centena de bloqueios e negou ter habilitado a transmissão ao vivo para contas barradas pelo STF.

A PGR destacou que as intercorrências técnicas, como o acesso a conteúdos temporariamente suspensos, não configuram dolo ou fraude. Moraes registrou que o Ministério Público requereu o arquivamento no prazo legal, tornando irretratável a posição, salvo surgimento de novas provas.

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