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Caso Vorcaro: PF usa maleta espiã para quebrar criptografia e recuperar arquivos

Maleta de perícia da PF quebra criptografia e recupera dados na nuvem de Vorcaro; caso envolve possíveis vínculos com autoridades e sigilo no STF

Os relatórios forenses são auditáveis e certificados dentro de parâmetros internacionais e da legislação brasileira para que as informações obtidas por meio deles sejam aceitas como provas em tribunais. (Foto: Unsplash)
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  • A Polícia Federal apreendeu celulares de Daniel Vorcaro; conteúdo divulgado e vazado mostra uso de equipamentos que quebram criptografia, acessam nuvem e recuperam arquivos apagados.
  • Vorcaro foi preso preventivamente no fim da semana, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que assumiu o caso do Banco Master.
  • O material aponta trânsito entre figuras do poder e do Judiciário, com mensagens e contatos que teriam ligações com autoridades, embora o STF mantenha sigilo sobre o caso.
  • Advogados de Vorcaro pediram ao STF acesso sem gravação das conversas e afirmam que ele é inocente e não houve fraude no Banco Master.
  • O escritório Barci de Moraes informou ter atuado pelo Banco Master, com quinze advogados e três escritórios, em 94 reuniões, 36 pareceres e diversas atividades de consultoria jurídica.

O caso Vorcaro ganhou fôlego após a divulgação de parte do conteúdo dos celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF) do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. A PF revelou mensagens, arquivos e contatos que indicam trânsito entre altas esferas públicas.

Vorcaro foi preso preventivamente no fim da semana passada, por ordem do ministro André Mendonça, do STF, que assumiu o caso no lugar de Dias Toffoli. O processo permanece sob sigilo na Corte, alvo de contestações de seus advogados, que defendem a inocência e a ausência de fraudes no banco.

Advogados do ex-banqueiro pediram ao STF acesso ao cliente sem gravação de conversas, procedimento comum em presídios federais. A defesa sustenta que não houve fraude no Banco Master e busca transparência sobre o conteúdo divulgado à imprensa.

Tecnologia e evidências digitais

A PF utiliza ferramentas forenses para acessar dados de celulares bloqueados ou com informações apagadas. O UFED, da Cellebrite, é a principal maleta usada para extrair contatos, fotos, mensagens e dados de aplicativos, ainda que protegidos por senha.

Os programas de extração garantem rastreabilidade de mensagens e de arquivos apagados, permitindo cruzar informações de diferentes aparelhos. Os relatórios forenses são auditáveis e aceitos em tribunais, conforme padrões nacionais e internacionais.

Observação do andamento e impactos

Relatórios permitem identificar quem conversou com quem, quando e onde, incluindo dados de GPS. Mesmo com a prática de visualizar mensagens únicas, é possível recuperar conteúdos por meio das ferramentas utilizadas pela investigação.

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