- A Polícia Penal do Paraná informou que não pediu autorização ao ministro do STF para transferir Filipe Martins da Cadeia Pública de Ponta Grossa para o Complexo Médico Penal, alegando urgência operacional.
- O documento, assinado pela diretora-geral Ananda Chalegre dos Santos, afirma que houve identificação de riscos à segurança do custodiado e que a medida foi tomada em uma situação sensível para as áreas técnicas.
- A diretora-geral pediu a Moraes que mantenha Filipe Martins no CMP, justificando a urgência e a proteção do custodiado.
- Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento no suposto plano de golpe de Estado associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro; a Procuradoria-Geral da República atribui a ele a responsabilidade pela chamada “minuta do golpe”.
- Ao chegar ao CMP, Martins passou por avaliação médica em seis de janeiro, que revelou pré-diabetes, acúmulo de gordura no fígado e pedras nos rins, classificando-o como baixo risco, com acompanhamento em curso.
A Polícia Penal do Paraná afirmou que não pediu autorização ao ministro do STF para transferir Filipe Martins da Cadeia Pública de Ponta Grossa para o Complexo Médico Penal (CMP). A justificativa apresentada é de urgência operacional para proteger o custodiado em um cenário considerado sensível pelas áreas técnicas. A diretora-geral Ananda Chalegre dos Santos assinou o ofício sobre o tema.
A pasta informou que reconheceu a ausência de autorização formal, mas argumentou que a decisão visou evitar riscos à segurança de Martins. A diretora pediu a Moraes que mantenha o ex-assessor no CMP, citando o histórico de atuação dele em função pública como motivo de manejo diferenciado de risco.
Contexto da transferência
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, ligado ao que a PGR descreve como a responsabilidade pela chamada minuta do golpe envolvendo o então presidente Jair Bolsonaro. O órgão aponta o documento como base para uma possível ruptura institucional.
Reconhecimento interno e avaliação médica
Inicialmente, a Coordenação Regional de Ponta Grossa enquadrou Martins como preso político e encaminhou a transferência à diretoria. O pedido fundamentou-se no argumento de que o custodiado tem histórico público, o que exigiria tratamento diferenciado no convívio com demais detentos. Moraes solicitou explicações em até 24 horas sobre a ausência de autorização prévia.
A transferência ocorreu, segundo a Polícia Penal, em razão da exposição política do preso. Ao chegar ao CMP em 6 de janeiro, Martins passou por avaliação médica que identificou pré-diabetes, gordura no fígado e pedras nos rins. O quadro foi classificado como baixo risco, porém o monitoramento da condição de pré-diabetes continua.
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