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Depoimentos reforçam tese de servidor da Receita vendia acesso sigiloso

Depoimentos à Polícia Federal reforçam suspeita de servidor da Receita Federal que vendia acessos a dados sigilosos de autoridades

Ministro Alexandre de Moraes, do STF
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  • Depoimentos colhidos pela Polícia Federal reforçam a hipótese de que ao menos um servidor da Receita Federal vendia acessos a dados sigilosos de pessoas politicamente expostas.
  • A própria Receita já havia sinalizado essa possibilidade em apuração interna, agora corroborada pelos relatos da PF.
  • A investigação foi aberta de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news, para apurar violação de dados fiscais de ministros, parentes e outras autoridades.
  • Relatos indicam que a PF retirou informações sem ordem judicial, o que gerou controvérsia sobre o acesso a dados protegidos por lei.
  • A Receita foi o primeiro órgão a fornecer informações ao Supremo Tribunal Federal; a PF passou a atuar em segunda fase com ordens de busca e tornozeleiras para quatro servidores.
  • Com a confirmação de um possível mercado ilegal de dados sigilosos, novos desdobramentos da apuração são aguardados.

Depoimentos colhidos pela PF reforçam a tese de que ao menos um servidor da Receita Federal vendia acessos a dados sigilosos de pessoas politicamente expostas. A própria Receita já havia sinalizado essa possibilidade, agora apoiada por relatos recolhidos pela polícia.

A investigação, aberta de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news, aponta violação de dados fiscais de ministros, parentes e outras autoridades para constranger o Judiciário. Dados protegidos por lei exigem ordem judicial, o que não ocorreu.

A PF avançou para a segunda fase após haver ordem de busca e apreensão e a instalação de tornozeleiras eletrônicas em ao menos quatro servidores que, segundo o Fisco, acessaram dados de filhos, enteados e parentes de ministros.

Desdobramentos

Com a corroboração dos depoimentos, a apuração se volta para um possivel mercado ilegal de dados. Novos desdobramentos são aguardados para esclarecer a extensão do esquema e identificar demais envolvidos.

A Receita, que iniciou apuração interna, mantém o ritmo de informações oficiais sobre o andamento do caso. Não há conclusão divulgada e os trabalhos seguem sob sigilo conforme etapas da investigação.

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