- Rovier Carrington, que alegava abusos de executivos de Hollywood, including Brian Graden e Brad Grey, acabou sendo acusado criminalmente por perjúrio após evidências de emails supostamente alterados serem contestadas pela defesa.
- O caso original, movido em 2018, envolveu acusações de abuso sexual e blacklisting contra Graden, Grey (já falecido) e outras figuras, com pedido inicial de mais de cem milhões de dólares.
- Em outubro de 2019, após apontar evidências “fabricadas” e atraso de Carrington, a juíza Failla determinou o encerramento com prejuízo do processo, impondo multa de cerca de US$ 607 mil aos réus.
- Em setembro de 2021, Carrington foi preso por perjúrio, após mudança de estratégia e tentativa de reabrir o caso; em fevereiro de 2023, ele admitiu ter alterado parte dos emails.
- Em janeiro de 2024, Carrington foi condenado a quatro anos de prisão e três anos de liberdade supervisionada; posteriormente, teve transferência para regime de prisão domiciliar e foi liberado em janeiro de 2024.
Rovier Carrington, um homem que dizia ser herdeiro de Hollywood, viveu uma longa saga jurídica que começou em 2018 e levou a uma condenação por perjúrio em 2023. Ele apresentou acusações de abuso contra executivos de MTV, VH1, Paramount e, posteriormente, nomes de peso da indústria.
O caso ganhou notoriedade ao envolver figuras como Brian Graden e Brad Grey, além da própria Viacom/Paramount. Carrington alegou ter sido vítima de abusos sexuais, blacklisting e violação de acordos de confidencialidade, buscando mais de US$ 100 milhões em danos. A denúncia inicial ocorreu em Nova York.
Ao longo dos anos, o processo se expandiu para incluir Harvey Weinstein, Sumner Redstone e outras personalidades, com Carrington acrescentando nomes de atores e produtores. A complexidade envolveu dezenas de mensagens, e-mails e documentos, alguns questionados pela defesa como fabrication.
Em 2019, o tribunal apontou problemas com as evidências apresentadas, levando a sanções contra Carrington. Em 2021, a juíza do caso remoto em Nova York encaminhou o caso às autoridades por perjúrio, resultando na prisão em Los Angeles e na ordem de fiança. A defesa argumentou fraude processual e irregularidades na condução das evidências.
No julgamento final, Carrington confessou ter alterado e-mails apresentados como prova. Em janeiro de 2024, a juíza Valerie Caproni o condenou a quatro anos de prisão e três de liberdade supervisionada, além de multas e a obrigação de tratamento psicológico. A decisão enfatizou que o tribunal não pode tolerar fraude na busca de justiça.
Antes da sentença, Carrington já havia sido encaminhado a custódia de oficiais, com histórico de problemas de comportamento no tribunal e mudança de advogados. A sentença também determinou a revisão de seus registros de e-mails sob supervisão, como parte da monitorização pós-libertação.
Carrington cumpriu parte da pena em regime domiciliar assistido e, em janeiro de 2024, teve a liberação final. O caso é visto como um marco controverso das décadas recentes do #MeToo, suscitando debates sobre limites entre vítimas e possíveis abusos de processo.
Contexto adicional aponta que o processo levou anos, com idas e vindas, mudanças de advogados e questionamentos sobre a credibilidade de evidências digitais. A comunidade jurídica acompanha para entender impactos em casos de abuso e na condução de litígios envolvendo grandes estúdios.
Fonte principal: reportagem de The Guardian sobre a trajetória de Rovier Carrington, seus escritórios, evidências e a decisão final do tribunal.
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