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Tammy Shipley lembrada como mãe amorosa em inquérito sobre sua morte

Inquérito aponta que Tammy Shipley, mãe de cinco filhos, morreu em custódia devido a hiponatremia ligada a transtornos mentais durante prisão por furto simples

An inquest into Tammy Shipley’s death heard from her grieving daughters on Tuesday, who spoke of her as a caring person who ‘laughed constantly’. Photograph: Dave Hunt/AAP
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  • Tammy Shipley, 47 anos, faleceu em 20 de dezembro de 2022 enquanto estava sob custódia na prisão feminina de Silverwater, NSW, após ser presa por furto simples.
  • A autópsia indicou que a causa da morte foi hiponatremia causada por polidipsia e doenças associadas ao transtorno esquizoafetivo.
  • No inquérito, a mãe e quatro dos filhos de Shipley prestaram depoimento, descrevendo-a como mãe carinhosa e integrante da comunidade.
  • Familiares e o tribunal ouviram preocupações sobre saúde mental, tratamento inadequado e a alegação de que a polícia não informou as autoridades prisionais sobre as condições de saúde mental de Shipley.
  • O inquérito, conduzido pela coroner Teresa O’Sullivan, teve início em 2024, foi adjourned anteriormente e continua em andamento.

Tammy Shipley, de 47 anos, morreu em 20 de dezembro de 2022 enquanto estava sob custódia preventiva no Silverwater women’s correctional centre, em New South Wales. A prisão a mantinha por acusações menores de furto em loja. O caso é alvo de inquérito que apura as circunstâncias da morte.

Segundo informações ouvidas na audiência, Shipley era mãe dedicada de cinco filhos e avó de dois netos, reconhecida pela alegria e pela ligação com a família. O inquérito detalha ainda que a mulher promovia vídeos no TikTok e gostava de cuidar do jardim, colhendo tomates para os netos.

O laudo pericial apontou que a causa da morte foi hiponatremia, provocada por níveis extremamente baixos de sódio. O quadro decorre de polidipsia associada a transtorno esquizoafetivo, com implicações de saúde mental complexas.

O inquérito ouviu a mãe de Shipley e quatro de suas filhos sobre a perda. Uma dasfilhas afirmou que a mãe enfrentava desafios de saúde mental, mas havia deixado um legado de proteção e apoio aos filhos. A declaração foi lida por uma amiga próxima.

Outra filha, Chloe, destacou que a mãe sofreu de saúde mental, mas havia escapado de violência doméstica e oferecido segurança aos filhos. Ela mencionou o impacto da perda na vida das netas e do restante da família.

A família relatou que Shipley enfrentou dois linfomas não Hodgkin durante a vida e recebeu tratamento com apoio da avó, que atuou como defensora em instituições. A mãe de Shipley criticou a gestão de condições psiquiátricas ao longo do tempo.

Também ficou registrado que a polícia de NSW não informou a correção nem os responsáveis pela custódia sobre as condições de saúde mental de Shipley. O inquérito discute a comunicação entre as autoridades durante o período de detenção.

Professores Olav Nielssen e Michael Large, mencionados no inquérito, trouxeram evidências sobre modelos de cuidado para pessoas com condições mentais complexas. O foco incluiu equipes multidisciplinares e apoio comunitário.

O inquérito sobre a morte de Shipley teve início em setembro de 2024, mas foi adiado após questionamentos sobre a jurisdição para examinar também o arresto. O depoimento do caso continua sob a supervisão da perita Teresa O’Sullivan.

Este conteúdo reforça a necessidade de avaliações integradas entre saúde mental e sistema de custódia, destacando debates sobre proteção e tratamento adequados. Indígenas podem buscar apoio através de serviços especializados.

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