- O ministro da Justiça, Flávio Dino, federalizou a investigação do assassinato de Marielle Franco e preside o encerramento do caso na Primeira Turma do Supremo.
- Em sessão secreta, Dino chamou de “lixo jurídico” o relatório da Polícia Federal sobre Toffoli; em sessão aberta, julga-se o caso com base no trabalho da PF.
- O caso ficou parado por cinco anos por interesses de investigações; oito anos após os 13 disparos, está próximo de ser encerrado devido à atuação da PF.
- Estão previstos para julgamento no Supremo dois ex-políciais militares como executores, e, como autores e financiadores, um ex-deputado federal, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e um ex-chefe da Polícia Civil.
- Moraes classificou o relatório como resultado de investigação ilegal; Zanin afirmou que tudo é nulo, enquanto a matéria ressalta que a PF continua sendo o principal instrumento para combater crimes complexos.
O Supremo Tribunal Federal tem um desdobramento relevante na investigação do assassinato de Marielle Franco. Nesta terça, o ministro da Justiça, Flávio Dino, federalizou o caso, enquanto conduzia o encerramento do processo na Primeira Turma, em sessão pública.
A operação envolve a Polícia Federal, apontada como elemento central das apurações desde o início. O caso, que completa oito anos desde os disparos que tiraram a vida de Marielle e do motorista Anderson Gomes, está próximo de ser finalizado.
Dino havia classificado, em sessão realizada há 12 dias, o relatório relacionado a Dias Toffoli como inadequado. Agora, o ministro participa de uma decisão em sessão aberta, com o objetivo de dar andamento ao processo após a atuação da PF.
Desdobramentos e envolvidos
O inquérito aponta a participação de dois ex-policiais militares já condenados, na condição de executores. Como responsáveis pela organização, devem a julgamento no Supremo um ex-deputado federal, um conselheiro do TCE e um ex-chefe da polícia civil.
Além de Dino, outros ministros da Primeira Turma discutem o relatório que envolve Toffoli, com críticas de que a apuração pode ter sido inadequada ou nula, segundo relatos de fontes ligadas ao plenário.
A PF permanece como principal instância de investigação criminal do país, segundo analistas. O resultado final do caso depende dos próximos votos dos ministros e dos documentos apresentados ao longo do julgamento.
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