- O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento de Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
- A motivação apresentada pela acusação é a oposição de Marielle a planos de legalização de terras tomadas por milícias que dominam áreas do Rio de Janeiro.
- A audiência contou com a presença da irmã de Marielle, Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial, entre outros familiares.
- Os irmãos Brazão enfrentam o processo ao lado de outras testemunhas, como Rivaldo Barbosa, ex-comissário de polícia, que também está no banco dos réus.
- O caso envolve ainda o ex-policial Ronnie Lessa, que confessou o papel no assassinato e recebeu pena de 78 anos em 2024; Moraes comanda o processo.
O Supremo Tribunal Federal começou nesta semana o julgamento de políticos acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, em 2018, no Rio de Janeiro. A sessão marca a continuidade de um caso que expôs ligações entre poder político e crime organizado na cidade.
A acusação envolve o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e o irmão dele, Domingos Brazão, hoje ex-deputado estadual, apontados como responsáveis por ordenar o atentado. A promotoria sustenta que o crime teve motivação relacionada à oposição de Marielle a planos de legalizar terras tomadas por milícias.
Marielle Franco tinha 38 anos, era ativista e crítica das milícias que atuam em áreas da capital fluminense. Ela foi morta ao lado de seu motorista, Anderson Gomes, no centro da cidade. Familiares da vereadora estiveram presentes no plenário durante a abertura do julgamento.
Contexto e provas
A denúncia também envolve outros réus, incluindo um ex-secretário de Segurança e um ex-vereador assistente de Domingos, que respondem por participação indireta. A acusação aponta que o caso envolveu tentativa de assegurar impunidade para os ordenadores do crime, com base em depoimentos e documentos.
Os réus negam as acusações. Os advogados destacam que o acordo de delação premiada de um policial envolvido no caso está sob contestação, e que a defesa questiona a cadeia de evidências apresentada.
Avanços do caso
O julgamento é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que chegou a conduzir casos de alto impacto político no país. A defesa sustenta que as provas não comprovam de forma inequívoca a autoria ou a motivação do crime, enquanto a acusação mantém a narrativa de planejamento e ordenação por parte dos Brazão.
Familiares de Marielle, incluindo Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial, acompanharam as primeiras sessões. O tribunal destaca que o processo envolve diversas peças probatórias, depoimentos e documentos que sustentam a acusação.
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