- STF iniciou o julgamento dos acusados de ordenar a morte de Marielle Franco e de Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.
- O vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand defende a procedência integral da denúncia e indenização às famílias.
- A acusação sustenta que os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão atuavam com milicianos no setor imobiliário, envolvendo ocupação irregular de terras, exploração de serviços e domínio político.
- Segundo a denúncia, Rivaldo Barbosa usou a autoridade da Polícia Civil para interferir no planejamento e na investigação, Ronald Fonseca monitorava a rotina de Marielle e Robson Fonseca era elo entre irmãos e milicianos.
- Também haveria menção à contratação de um “espião” em 2016 para repassar informações de interesse do grupo.
O Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta terça-feira 24, o julgamento dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. O caso envolve acusações de conluio com milicianos na Zona Oeste.
A defesa será apresentada pela Procuradoria-Geral da República, representada pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, que pediu a condenação integral dos réus e indenização às famílias das vítimas. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a PGR, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão atuavam com milicianos no setor imobiliário fluminense, ligando ocupação irregular de terras a exploração de serviços e domínio político. A acusação sustenta que o controle territorial moldou interesses eleitorais.
Ainda conforme o Ministério Público, o grupo teria criado uma rede de cobrança por serviços como energia, internet e TV a cabo, alimentando negócios e influência política nos bairros dominados. O robalo de investigação indicaria esse mapa de atuação.
Mensagens apreendidas em celulares dos investigados apontariam a contratação de um “espião” em 2016 para repassar informações de interesse do grupo, situando o monitoramento em um contexto de vigilância. A defesa ainda não apresentou suas linhas.
A denúncia também aponta Rivaldo Barbosa, à época diretor da Divisão de Homicídios, como responsável por interferir no planejamento do crime e desviar investigações, assegurando a impunidade dos mandantes, segundo o Ministério Público.
Além disso, Ronald Fonseca é citado como responsável pelo monitoramento da rotina de Marielle, repassando agendas e compromissos, incluindo atividades na Casa das Pretas, no dia do assassinato. O papel dele estaria ligado ao planejamento.
Robson Fonseca, policial e segurança de Domingos Brazão, é descrito como elo operacional entre os irmãos e milicianos, intermediando contatos, gerenciando negócios imobiliários irregulares e cobrando dívidas com violência.
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