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Famílias de Marielle Franco e Anderson Gomes apelam antes do júri dos mandantes

Famílias acompanham o julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, que pode resultar em até 58 anos de prisão

Familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes deixam o Tribunal do Júri após a condenação de Lessa e Queiroz. Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP
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  • O STF inicia, na manhã de terça-feira, dia vinte e quatro, o julgamento que pode condenar os mandantes do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes.
  • Antes da sessão, familiares disseram palavras de cobrança por resposta do Estado e pela responsabilização dos envolvidos.
  • Segundo a Procuradoria-Geral da República, são réus: Chiquinho Brazão, Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Fonseca.
  • Se condenados por todos os crimes, os acusados podem cumprir até cinquenta e oito anos de prisão.
  • O objetivo das famílias é obter justiça, reconhecendo a ligação entre política, polícia e crime organizado no caso.

O STF inicia nesta terça-feira 24 o julgamento que pode condenar os acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes. A sessão acontece na Primeira Turma, em Brasília. A defesa, porém, sustenta versões distintas para o crime.

Antes do início, familiares próximos manifestaram expectativa sobre o resultado e a confiança no processo. A mãe de Marielle destacou a importância de uma resposta do estado, enquanto o pai da vereadora ressaltou a necessidade de voto baseado no saber jurídico.

A viúva de Anderson Gomes afirmou que o julgamento representa uma oportunidade de esclarecer responsabilidades, enquanto a irmã de Marielle lembrou que nenhum crime deve ficar impune e que a luta pela justiça continua. Outra viúva chamou a atenção para a relação entre política, polícia e crime organizado no caso.

Parte acusada e contexto

Segundo a Procuradoria-Geral da República, cinco réus respondem pelos fatos: o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o deputado estadual Domingos Brazão, o então chefe de Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major Ronald Pereira e o assessor Robson Fonseca. Eles são apontados como mandantes do crime.

Penalidades possíveis

Caso sejam condenados por todos os crimes imputados, os réus podem cumprir penas somadas que chegam a até 58 anos de prisão. O julgamento analisa as acusações formais apresentadas pela PGR, com base em evidências coletadas ao longo das investigações.

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