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Caso Marielle e Anderson: 1º dia de julgamento cita Freixo e critica PGR

Julgamento de Marielle Franco e Anderson Gomes encerra o primeiro dia com indiretas a Marcelo Freixo e críticas à PGR; sessão retoma amanhã às nove horas

Sessão do julgamento do caso Marielle Franco no STF. Foto: Antonio Augusto/STF
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  • Primeiro dia do julgamento dos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes no Supremo Tribunal Federal terminou após as sustentações orais; sessão será retomada na quarta-feira, às 9h.
  • O ministro Alexandre de Moraes leu o relatório; o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand rebateu a acusação de deliberação dos mandantes.
  • Defesas pediram absolvição dos réus, dizendo que não há provas suficientes para sustentar a delação premiada de Ronnie Lessa.
  • A defesa de Domingos Brazão citou Freixo com comentário polêmico, sugerindo que Freixo tinha votos em Rio das Pedras; a PGR aponta que os irmãos Brazão tinham desavenças com parlamentares do PSOL, incluindo Freixo.
  • Réus apontados: Domingos Inácio Brazão, João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho Brazão), Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Ronald Paulo de Alves Pereira (Major Ronald) e Robson Calixto Fonseca (Peixe).

A Primeira Turma do STF encerrou o primeiro dia de julgamento sobre os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A sessão acabou após as sustentações das defesas; o julgamento volta nesta quarta-feira, às 9h.

O ministro Alexandre de Moraes abriu lendo o relatório do caso, que revisa as etapas do processo. Em seguida, o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand fez a sustentação, defendendo a condenação dos cinco acusados como mandantes e envolvidos no crime.

As defesas, por sua vez, pediram a absolvição dos réus, alegando falta de provas suficientes para sustentar a delação premiada de Ronnie Lessa, apontado como o executor dos disparos.

Durante a sessão, houve críticas a integrantes do Legislativo e tentativas de direcionamento de investigações, inclusive menções ao ex-deputado Marcelo Freixo. A defesa de Domingos Brazão destacou esse tema ao longar o debate, citando o histórico eleitoral de Freixo.

A Procuradoria sustenta que os irmãos Brazão tinham desentendimentos com parlamentares do PSOL e que Freixo esteve entre os alvos do grupo, além de outros vereadores da capital fluminense.

Quem são os réus

Domingos Inácio Brazão

Era deputado estadual e, à época do crime, conselheiro do TCE-RJ. Segundo a denúncia, integrava e chefiava uma organização criminosa dedicada a exploração imobiliária irregular e grilagem de terras.

João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho Brazão)

Ex-deputado federal, apontado como mandante. Junto com o irmão Domingos, seria líder de uma organização criminosa atuante na Zona Oeste do Rio.

Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior

Na época, diretor da Divisão de Homicídios da Polícia Civil; depois, chefe da Polícia Civil. Acusado de planejar a execução para favorecer impunidade dos mandantes.

Ronald Paulo de Alves Pereira (Major Ronald)

Major da Polícia Militar; segundo a denúncia, monitorou a agenda de Marielle e repassou informações aos executores.

Robson Calixto Fonseca (Peixe)

Ex-assessor de Domingos Brazão, atuou como intermediário entre os Brazão e milícias, além de lidar com negócios imobiliários irregulares e cobranças violentas.

*(Em atualização)*

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