- A comunidade de Madri não atendeu ao pedido do Ministério da Função Pública para ampliar a investigação de um caso de assédio sexual em Móstoles.
- O Ministério afirmou que precisava de mais informações para respeitar o contraditório e devolver a denúncia ao órgão responsável pela continuidade das diligências, em novembro e dezembro de 2024.
- Conforme apurado, o expediente foi encaminhado à Consejería de Presidencia de Ayuso e há registro de envio por meio de GEISER; o caso ficou sem andamento após a resposta de devolução para complementação das diligências.
- A prefeitura de Móstoles, controlada pelo Partido Popular, disse não ter recebido comunicação oficial do ministério sobre o retorno da denúncia.
- O caso ganhou destaque após reportagens, com acusações cruzadas entre o Partido Socialista e o PP sobre como as diligências foram conduzidas e se houve omissão de uma das partes.
O governo da Comunidade de Madrid não deu seguimento ao pedido do Ministério da Função Pública para ampliar a investigação de um caso grave de assédio sexual em Móstoles, segundo apuração do EL PAÍS. A denúncia envolve um funcionário estadual que atua em nível local, com atuação no município e alcance nacional. O pedido de continuidade foi apresentado em 26 de novembro de 2024 e tinha como objetivo ouvir o acusado para assegurar o direito de defesa.
Em 19 de dezembro de 2024, o ministério respondeu solicitando que a investigação fosse ampliada e que o acusado fosse ouvido, para não violar o contraditório. O caso permaneceu em aberto naqueles trâmites, com a tentativa de aprofundar as diligências e ouvir testemunhas adicionais.
O requerimento chegou à Consejería de Presidencia da Governo de Ayuso, onde, segundo o registro GEISER, foi aberto um procedimento para encaminhar o caso. O documento reafirmava a necessidade de mais elementos de prova para decidir pela proferição de um eventual exercício disciplinar, mantendo a defesa do denunciado.
Situação do caso em Móstoles
Conforme o jornal El País, o expediente foi devolvido ao órgão responsável para que as diligências, incluindo o contraditório, fossem concluídas. A denúncia incluía depoimentos de cinco testemunhas e da vítima, mas não havia declaração do denunciado naquele momento.
A versão oficial do Ayuntamiento de Móstoles, administrado pelo PP, afirma não ter recebido comunicação do ministério sobre o envio do expediente. Já o Ministério alega ter encaminhado o ofício com a finalidade de complementar as diligências necessárias.
A controvérsia envolve também críticas do entorno político: o ministro Óscar López, atual titular da pasta, é apontado pela oposição como figura central em disputas políticas locais. O episódio já havia sido alvo de reportagens anteriores e de denúncias de adiantamento de decisões, com diferentes versões sobre o andamento do caso.
As informações indicam que a investigação original permaneceu inativa após as comunicações entre as partes, sem avanços adicionais. A repercussão pública envolve acusações de tratamento distinto entre casos similares, com leituras divergentes sobre o papel de cada órgão na condução das diligências.
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