- A Audiencia Nacional decidiu que há indícios suficientes para levar o BBVA, pessoa jurídica, e seu ex-presidente Francisco González a julgamento no caso Villarejo.
- Também vão a júri ex-dirigentes e dirigentes do banco por supostos crimes de coação e descoberta e revelação de segredo, ligados à contratação do comissário aposentado José Manuel Villarejo para espionagem entre 2004 e 2017.
- A decisão rejeitou recursos de BBVA, González e outros ex-diretores, mantendo o andamento da investigação iniciada em 2018 e encerrada em 2024.
- O BBVA é, no momento, a única empresa do Ibex 35 a enfrentar um julgamento no caso Villarejo; outras companhias do grupo envolveram-se no processo, mas foram desimputadas ou tiveram arquivamento parcial.
- O tribunal ainda aguarda o parecer da Fiscalía Anticorrupción e as alegações das acusações para estabelecer as penas e a abertura formal do julgamento oral.
A Sala de lo Penal da Audiencia Nacional confirmou que existem indícios suficientes para levar BBVA e seu ex-presidente Francisco González a julgamento no caso Villarejo. A acusação envolve supostos atos ilegais na contratação do ex-policial José Manuel Villarejo entre 2004 e 2016, com uso de espionagem a empresários, políticos e jornalistas.
Segundo a decisão, o banco, como pessoa jurídica, e González, até 2018, além de outros dirigentes, teriam ordenado serviços do espião. A investigação apura crimes de coação, ocultação de segredos e revelação de informações obtidas por meio de Villarejo, em quase uma década.
BBVA recorreu da primeira decisão, assim como González e ex-diretores, mas o tribunal manteve a linha de indícios. A volta ao rito de instrução permite a abertura de julgamento oral, com o Ministério Público definindo as acusações específicas.
O caso envolve, ainda, mais de 30 linhas de investigação relacionadas ao conjunto de atividades privadas de Villarejo, que funcionavam até 2017, quando ele já estava sob prisão. Outras empresas do Ibex 35 foram investigadas, mas não chegaram a julgamento.
Entre os investigados na época, aparecem o ex-CEO Ángel Cano, o chefe de Segurança Corporativa Julio Corrochano e o diretor jurídico Eduardo Ortega. Também aparecem ex-responsáveis por Regulación y Control Interno, Joaquín Gortari, e o ex-presidente de DCN Antonio Béjar.
Do lado de Villarejo, a equipe aponta o comissário jubilado, o advogado Rafael Redondo, ex-sócio da Cenyt, o ex-inspector Antonio Bonilla e um agente da Polícia Nacional. A decisão antecipa que o julgamento oral deverá ser marcado após conclusão da acusação.
A instrução aponta a relação entre o banco e o ex-policial como núcleo da acusação, com possível responsabilização de dirigentes pelo uso de serviços de espionagem para interesses corporativos. A defesa não tem data marcada para o início do júri.
*[Notícia em elaboração. Haverá ampliarão]*
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