- O ministro André Mendonça é visto como o pior nome possível para Moraes, Toffoli e para o empresário Daniel Vorcaro no caso Master.
- A referência sobre o que esperar dele na condução do caso Master é a atuação dele nas fraudes do INSS.
- Mendonça é descrito como juiz duríssimo; o “Careca do INSS” está preso desde setembro, e o filho dele, Romeu, desde dezembro.
- interlocutores afirmam que ele busca uma delação premiada de Vorcaro, tal como ocorre com o Careca do INSS, o que pode levar o banqueiro de volta à prisão.
- A relação entre Mendonça e Moraes/Toffoli é tensa, com desentendimentos públicos entre eles em 2025.
O ministro André Mendonça, do STF, é visto por fontes próximas à Corte como a referência menos favorável para a condução do caso Master envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A avaliação surge em meio a relatos de que o tribunal acompanha com atenção o desfecho de investigações anteriores ligadas a fraudes do INSS.
Segundo interlocutores, Mendonça tem sido apontado como um juiz “duríssimo” na condução de processos relevantes, o que alimenta a expectativa sobre o tom que poderá adotar no caso Master. A menção a um possível regime de delação premiada circula entre as fontes, com a menção a um possível desfecho envolvendo Vorcaro e potenciais vínculos com outras figuras públicas.
As informações indicam que operadores do direito próximos ao ministro veem a possibilidade de Mendonça buscar acordos de delação que possam implicar terceiros. Entre os citados como potenciais alvo de mencionas está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente; porém, não há confirmação oficial de qualquer acordo.
A depender das condições do processo, a atuação de Mendonça pode explorar a obtenção de relatos sob deleção premiada, semelhante ao que tem sido discutido em relação a outros personagens do escândalo envolvendo o INSS. A expectativa, segundo apurações internas, é de que o foco do ministro seja ampliar a colaboração de envolvidos para esclarecer repasses e relações com Vorcaro.
A relação entre Mendonça e Moraes, Toffoli e Vorcaro é tema de escrutínio dentro da Corte, com fontes sugerindo tensões prévias entre eles. Em agosto de 2025, Mendonça criticou o ativismo judicial; Moraes respondeu no mesmo evento defendendo a atuação do Judiciário como ferramenta para conter abusos de poder. Em novembro de 2025, Toffoli e Mendonça teriam se confrontado em sessão do STF, com Toffoli citando irritação durante o voto.
A tônica das conversas internas é a possível linha de atuação do relator no caso Master, que pode incluir perguntas diretas e aproximação de depoimentos que permitam avançar em acordos de delação. Investidores e operadores do direito aguardam os desdobramentos para entender o eventual impacto político e jurídico da condução do processo.
Até o momento, não houve confirmação oficial das tratativas mencionadas. O STF não divulgou detalhes sobre o andamento do caso Master nem sobre eventual estratégia de Mendonça. A reportagem mantém o acompanhamento criterioso dos próximos passos da Corte.
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