- Começou em Los Angeles, na Califórnia, um julgamento civil que questiona se YouTube e Instagram foram criados para gerar dependência em crianças, com júri popular decidir a responsabilidade civil das plataformas.
- Os réus são Alphabet, matriz do Google e proprietário do YouTube, e Meta, dona do Instagram.
- A demanda envolve uma mulher de 20 anos que acusa danos mentais por dependência das redes quando era criança; Kaley G.M. é a autora do processo.
- Testemunhas confirmadas incluem o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri; o diretor do YouTube, Neal Mohan, será convocado.
- A defesa sustenta que problemas familiares contribuíram para o quadro de saúde mental da autora; os advogados dos demandantes apontam que o modelo de negócios é baseado em publicidade e tempo de tela voltado a manter usuários engajados.
Um julgamento civil nos EUA começou na segunda-feira 9, na Califórnia, envolvendo YouTube e Instagram. Os réus são Alphabet e Meta, acusados de desenvolverem as plataformas para gerar dependência entre crianças.
A ação envolve Kaley G.M., hoje com 20 anos, que afirma ter sofrido danos mentais ao tornar-se dependente das redes quando criança. O caso é conduzido pela juíza Carolyn Kuhl, em Los Angeles.
Os advogados de Kaley afirmam que o modelo de negócios envolve publicidade baseada na atenção, o que pode prejudicar a saúde mental de jovens. Aguarda-se depoimento de executivos-chave.
Provas e depoimentos
Mark Lanier, representante dos demandantes, apresenta documentos internos que, segundo ele, demonstram a intencionalidade de viciar usuários jovens. Entre eles, um material do Google citando “vício dos internautas”.
Também foi citado um e-mail atribuído a Mark Zuckerberg, que, conforme a acusação, pedia reduzir o desengajamento de jovens no Instagram. A defesa sustenta que fatores familiares contribuíram para o quadro da autora.
Adam Mosseri e Neil Mohan devem depor nos próximos dias, com previsões de continuidade de testemunhos de executivos da Meta e do YouTube, respectivamente.
Panorama jurídico e impactos
Os demandantes comparam o caso a ações contra a indústria do tabaco, buscando responsabilizar as plataformas por danos mentais em menores. A defesa usa a ideia de que usuários produzem conteúdos sob responsabilidade coletiva.
A estratégia envolve questões legais sobre responsabilidade civil, privacidade e obrigações das plataformas quanto ao bem-estar dos usuários. O julgamento pode estabelecer precedente relevante para litígios semelhantes.
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