- O Departamento de Justiça permitirá que membros do Congresso revisem os arquivos não redigidos sobre Jeffrey Epstein, a partir de segunda-feira.
- Serão acessados mais de três milhões de arquivos que o governo liberou para cumprir lei aprovada pelo Congresso no ano passado.
- O acesso exige aviso prévio de vinte e quatro horas; apenas deputados e senadores poderão consultar, em computadores do Departamento de Justiça, sem cópias eletrônicas.
- Durante a revisão, poderão fazer anotações, mas não imprimir cópias; funcionários de apoio não terão acesso.
- A medida busca atender a pedidos de transparência, apesar de críticas sobre atrasos na divulgação e proteção de dados de vítimas.
O Departamento de Justiça informou que membros do Congresso poderão revisar, a partir de segunda-feira, versões não redigidas dos arquivos ligados ao condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. A decisão foi comunicada por meio de uma carta aos legisladores.
Segundo a correspondência obtida pela Associated Press, o material corresponde aos mais de 3 milhões de arquivos já disponibilizados para cumprir lei aprovada pelo Congresso no ano passado. O acesso ficará restrito às vias oficiais do DOJ.
Para consultar os documentos, os parlamentares devem avisar com 24 horas de antecedência. A leitura ocorrerá em computadores do Departamento, e apenas os membros poderão acessar; a nota não permitirá cópias eletrônicas.
Acesso e condições
O acordo, divulgado pela NBC News, mantém a exigência de que não haja repasse de material para equipes de apoio ou público. Os presentes poderão fazer anotações, mas não copiar o conteúdo.
Essa decisão ocorre mesmo diante de críticas sobre atrasos na liberação, perda de dados de vítimas e não divulgação de todos os 6 milhões de documentos relacionados ao caso. O objetivo declarado é ampliar a transparência.
Contexto e desdobramentos
O debate sobre o tema ganhou força com a atuação de legisladores que defendem maior acesso a informações. Um dos articuladores é o deputado Ro Khanna, que apoiou a chamada Epstein Files Transparency Act.
Epstein morreu em 2019 em uma prisão de Nova York, enquanto enfrentava acusações de abuso sexual e tráfico de menores. O caso envolve acordos prévios com autoridades federais na Flórida e gerou amplo escrutínio sobre eventuais vínculos com figuras de destaque.
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