- A Polícia Federal ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, 2, em investigação por crime contra a honra de Luiz Inácio Lula da Silva.
- O caso tem origem na visita de Lula ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em março de 2025, para ouvir demandas de 11 favelas.
- Dias depois, Bolsonaro publicou vídeo afirmando que Lula estaria acompanhado de traficantes e que líderes comunitários presentes teriam sido eleitos com apoio do tráfico.
- A apuração foi solicitada pela Advocacia-Geral da União e pelo Ministério da Justiça e analisa vídeos e publicações do ex-capitão, além dos argumentos da defesa.
- Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O agente federal da PF ouviu nesta segunda-feira (2) o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma investigação sobre crime contra a honra do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração tramita no âmbito da Polícia Federal e tem como objetivo verificar declarações públicas associando Lula a atividades criminosas.
O caso tem origem em um vídeo publicado no YouTube após a visita de Lula ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em março de 2025. Na ocasião, Lula se reuniu com representantes de 11 favelas para tratar de segurança pública e de serviços essenciais.
No material divulgado, Bolsonaro afirmou que Lula estaria acompanhado apenas de traficantes. O ex-presidente ainda opinou que líderes comunitários presentes teriam sido eleitos com o apoio do tráfico. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Bolsonaro e a assessoria do presidente não aceitaram os mesmos enquadramentos, e a AGU, junto ao Ministério da Justiça, encaminharam o pedido de apuração. A investigação analisa vídeos, publicações e os argumentos apresentados pela defesa do ex-capitão.
Desdobramentos da apuração
A PF avalia se há elementos suficientes para caracterizar crime contra a honra, com base no conteúdo divulgado e nas declarações de Bolsonaro. O inquérito permanece em andamento e também considera repercussões públicas das falas.
O Ministério da Justiça confirmou a continuidade do processo, sem antecipar prazos ou conclusões. A apuração segue com a coleta de provas e potenciais novas declarações de testemunhas ligadas ao caso.
Entre na conversa da comunidade