- O presidente Lula afirmou que “todos pagarão pelos crimes que cometeram” durante a abertura do ano judiciário no Supremo Tribunal Federal, referindo-se à operação Carbono Oculto da Polícia Federal.
- A operação revelou um grande esquema de fraudes em gestoras da Faria Lima ligado ao crime organizado, incluindo o PCC.
- Lula disse que o governo tem compromisso com a segurança pública e afirmou ter atingido criminosos do “andar de cima”.
- Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, estavam presentes, mas não fizeram uso da palavra.
- A investigação também envolve o banqueiro Daniel Vorcaro (Master), com referências enviadas ao STF após decisão de manter casos ligados ao Master na corte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante a cerimônia de abertura do ano judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF) que nenhuma autoridade está acima da lei e que todos responderão pelos crimes cometidos. A menção ocorreu em referência à operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, que revelou um esquema de fraude envolvendo gestores de fundos de investimento em São Paulo.
Lula destacou o compromisso de seu governo com a segurança pública e afirmou que criminosos do chamado andar de cima do crime organizado foram atingidos pela ação. O discurso foi proferido no STF, em ato com participação de integrantes do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, entre outros.
A cerimônia teve a participação prevista de figura de destaque no Legislativo, embora os presidentes da Câmara e do Senado não tenham utilizado a palavra. Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União) estiveram presentes, mas optaram por não discursar.
A Carbono Oculto, que começou no ano anterior, expôs um grande esquema de fraudes em gestoras de fundos da Faria Lima. A investigação envolveu o uso de mecanismos do mercado financeiro para ocultar e lavar recursos de atividades criminosas ligadas ao crime organizado, inclusive ao PCC.
Segundo o material divulgado pela imprensa, a PF também apontou referências a fraudes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Master. Suspeitas foram encaminhadas ao STF após o ministro Toffoli solicitar que casos ligados ao Master fossem mantidos na corte. Vorcaro chegou a pedir o desmembramento do tema para o STF.
A operação envolve o Poder Judiciário, a Polícia Federal e a Receita Federal na identificação dos mandantes do crime organizado, com atuação tanto no Brasil quanto no exterior. As autoridades afirmaram que o objetivo é identificar e responsabilizar quem esteve por trás das práticas ilícitas, independentemente de posição social ou geográfica.
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