- O departamento de Justiça disse ter retirado de circulação milhares de documentos e “mídia” que podem ter exposto identificadores de vítimas desde o começo da divulgação do mais recente lote, na sexta-feira.
- A medida visa evitar informações sensíveis após críticas de vítimas e de seus advogados, que apontaram erros técnicos ou humanos na publicação.
- O escritório de Jay Clayton informou ter revisado os protocolos de revisão e redação após pedidos das vítimas, retirando conteúdos sinalizados e republicando versões redigidas em cerca de 24 a 36 horas.
- Também houve queda de funcionamento de uma seção do site de arquivos relacionados a Epstein e Maxwell, que exibia registros públicos de casos criminais e ações civis.
- Em julgamento em Nova York, advogados argumentaram que documentos sem redação adequada prejudicaram o andamento do processo contra dois corretores de imóveis e um irmão, que negam crimes; o tribunal avaliou possibilidade de mistrial.
O Departamento de Justiça afirmou nesta segunda-feira ter removido milhares de documentos e materiais que inadvertidamente continham informações que podem identificar vítimas relacionadas aos casos envolvendo Jeffrey Epstein e seus aliados. A medida ocorreu desde a divulgação do mais recente lote de papéis, iniciada na sexta-feira anterior.
Segundo o escritório, falhas técnicas ou humanas contribuíram para a exposição de dados sensíveis, gerando protestos de vítimas e de seus advogados. O material foi retirado do site público e, quando possível, versões com dados sensíveis foram republicadas após redaction.
O texto enviado por Jay Clayton, procurador dos EUA em Manhattan, descreve a revisão contínua dos protocolos de identificação e remoção de documentos. O objetivo é evitar que informações identificáveis permaneçam publicadas.
Protocolo de revisão e prazo de atualização
Clayton informou que, assim que uma vítima sinaliza necessidade de redatação, o material é retirado e avaliado. Em seguida, uma versão redigida pode ser republicada, com atraso estimado entre 24 e 36 horas.
Queda temporária no site e comentários sobre erros
Paralelamente, uma seção do site de arquivos de Epstein e Maxwell ficou fora do ar. Não houve confirmação oficial sobre a causa, e a Justiça não comentou de imediato o problema técnico.
Todd Blanche, vice-procurador, afirmou em entrevista que erros de redação acontecem, mas que o departamento trabalha com rapidez para corrigir. Segundo ele, os casos de violação de privacidade representam uma fração muito pequena do total de materiais.
Impactos em julgamento em Nova York
Na manhã de segunda, no tribunal federal de Nova York, advogados apontaram falhas de red ação em documentos relacionados a dois corretores de imóveis e a um irmão. Os nomes foram incluídos em materiais do último lote divulgado.
A defesa pediu mistrial, dizendo que a divulgação comprometeu a condução justa do processo. A juíza Valerie Caproni avaliou a solicitação, que foi inicialmente rejeitada, e questionou a atuação do Ministério Público.
Atualização sobre próximos passos
Espinosa, assistente do procurador, confirmou que ao menos um documento com menção aos irmãos Alexander deveria ter sido redigido, e que os papéis já foram retirados. O órgão segue divulgando, com restrições, os documentos não civis ainda pendentes.
Segundo a Justiça, os materiais remanescentes a serem lançados dizem respeito principalmente a litígios civis e podem exigir autorização de juiz para publicação ampla.
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