- O ministro Dias Toffoli mandou a Polícia Federal vasculhar gavetas e computadores da 13ª Vara de Curitiba, em busca de dados ligados a uma denúncia de Tony Garcia contra Sergio Moro.
- A PF recolheu evidências de que Moro teria instrumentalizado Garcia como colaborador, para grampear autoridades fora de sua jurisdição.
- Em nova reportagem, foi revelado que a PF também encontrou vídeos em que Garcia afirma ter sido informante de Moro e, com o tempo, agente infiltrado do Ministério Público.
- Segundo Garcia, ele trabalhou por dois anos e meio com um agente da Polícia Federal para pedir interceptação telefônica que ajudasse a Justiça.
- O material pode envolver Moro, o Ministério Público e a própria PF, sugerindo desdobramentos que vão além da figura de Moro e da 13ª Vara de Curitiba.
O ministro Dias Toffoli determinou à Polícia Federal que Vasculhasse gavetas e computadores da 13ª Vara de Curitiba. A finalidade, segundo a aposta pública, era encontrar elementos que elucidem denúncias envolvendo o ex-juiz Sergio Moro e possíveis abusos de atuação na vara.
A PF investigaria dados vinculados a uma denúncia apresentada pelo ex-deputado estadual paranaense Tony Garcia contra Moro. Conforme o material, havia indícios de que Moro teria utilizado Garcia como colaborador para ampliar interceptações e ações cuja competência não era dele, em um contexto anterior à operação Lava Jato.
Em nova reportagem, informações indicam que a PF também coletou vídeos no âmbito do inquérito relacionado à 13ª Vara. Um desses registros envolve Garcia conversando com a então juíza Gabriela Hardt, sucessora de Moro, e apontando que atuava como informante do ex-juiz. Segundo o material, Garcia afirmou que, com o tempo, passou a exercer papel de agente infiltrado do Ministério Público.
Garcia relata que, durante dois anos e meio, contou com o apoio de um agente de inteligência da PF para solicitar medidas como a interceptação de comunicações, com o objetivo de favorecer ações da Justiça. Os relatos indicam uma relação estreita entre interlocutores da defesa e do Ministério Público, segundo apuração em curso.
O material apreendido no que é chamado de baú da 13ª Vara poderia implicar Moro, o Ministério Público e a própria PF, segundo as informações. A apuração aponta para suposta promiscuidade institucional na região de Curitiba, com possível atuação coordenada ao longo de vinte anos, ainda que esses fatos estejam sob apuração e verificação.
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