- Fachin e Toffoli mantêm relação amena, com diálogos frequentes por telefone, mesmo diante da crise envolvendo o caso Master.
- Em dezembro, Toffoli reclama da articulação de Fachin sobre o código de conduta após a divulgação da viagem do relator a Lima, no Peru, com um dos advogados do caso.
- Na semana passada, Fachin interrompeu o recesso para tratar do código com colegas; Toffoli enfrentou críticas por decisões controversas e publicou nota defendendo sua conduta.
- O presidente pretende continuar discutindo o código na próxima semana, mas a votação no plenário deve ocorrer apenas após o período eleitoral.
- O Caso Master ainda não tem desfecho; o relatório da Polícia Federal pode não indiciar autoridades com foro, mantendo a possibilidade de retorno do caso à primeira instância ou abrir novas linhas de investigação pela Operação Compliance Zero.
O clima entre Edson Fachin, presidente do STF, e Dias Toffoli, relator do inquérito sobre o caso Master, permanece estável, apesar da crise que envolve a investigação. Fontes apontam para diálogos frequentes por telefone e ausência de atritos abertos entre as duas autoridades.
A tensão cresce com a apuração de possível fraude financeira ligada ao Master. Em dezembro, Toffoli se manifestou sobre a atuação de Fachin em um código de conduta após a divulgação da viagem do relator a Lima, no Peru, ao lado de um dos advogados do caso.
Na semana passada, Fachin interrompeu o recesso para tratar do código com colegas, enquanto Toffoli enfrentou críticas por decisões controversas. O relator divulgou uma nota na quinta-feira, 29, defendendo sua conduta e sugerindo a devolução dos autos à primeira instância em parte do processo.
Fachin evita declarações públicas sobre o tema neste início de ano, mantendo o foco institucional. Ainda assim, a gestão do código de conduta deve seguir para votação no plenário após o período eleitoral, segundo expectativa de pessoas próximas à pauta.
Contexto do Caso Master e possíveis desdobramentos
As apurações indicam que o relatório da Polícia Federal pode não indiciar autoridades com foro por prerrogativa de função. Se confirmado, isso manteria a competência da primeira instância para parte do caso, sem invalidar atos do STF no inquérito.
A Polícia Federal pode abrir novas linhas de investigação a partir de desdobramentos da Operação Compliance Zero. Caso haja participação de pessoas com foro, parte do caso poderá retornar ao STF para avaliação.
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