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BAT é acusada de ajudar financiar terrorismo pela Coreia do Norte.

Ação nos EUA acusa a British American Tobacco de financiar o programa de armas da Coreia do Norte por meio de negócio no país, buscando indenização para militares e familiares

A pack of British American Tobacco Lucky Strike cigarettes seen in a tobacco store on 13 February 2019.
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  • Ação civil nos Estados Unidos acusa a British American Tobacco (BAT) e uma subsidiária de ajudar o regime norte‑coreano a financiar ataques terroristas, com vítimas militares, civis e familiares.
  • A BAT formou, em 2001, uma joint venture com uma empresa estatal da Coreia do Norte para fabricar cigarros; a operação continuou, mesmo com sanções, gerando cerca de US$ 418 milhões em transações bancárias.
  • Em 2023, BAT firmou um acordo de

prosecutão diferida e, junto à subsidiária, concordou em pagar US$ 629 milhões em multas por conspiração para violar sanções e fraude bancária.

  • A ação sustenta que os lucros da joint venture financiaram armas de destruição em massa usadas pelo IRGC e pelo Hizballah em ataques contra norte‑americanos, incluindo ocorridos em 2020 e 2022 no Iraque e no Curdistão.
  • Os advogados das vítimas afirmam que a BAT tinha conhecimento dos riscos de financiamento ao terrorismo e continuou a operação clandestina por mais de uma década.

Ação cabal contra British American Tobacco (BAT) acusa a empresa de ter ajudado a financiar terrorismo ligado à Coreia do Norte ao longo de anos. A ação civil reúne centenas de militares dos EUA, civis e familiares, que buscam indenização por danos não especificados. Os demandantes alegam que a joint venture da BAT com uma empresa norte-coreana financiou atividades de armas que teriam sido usadas contra americanos.

Segundo o processo, a BAT formou o empreendimento conjunto em 2001 para fabricar cigarros na Coreia do Norte e manteve operações mesmo com sanções. Em 2005, uma investigação do Guardian já apontava o esquema; em 2007 a BAT afirmou encerrar os negócios, mas continuou a operação por meio de uma subsidiária, conforme alegação do Departamento de Justiça dos EUA em 2023. As transações bancárias ligadas ao empreendimento somaram cerca de 418 milhões de dólares, segundo o depoimento de um alto funcionário da Justiça.

Em 2023, a BAT fechou um acordo de prosecução diferida e, junto com a subsidiária, concordou em pagar 629 milhões de dólares em multas por conspirar para violar sanções e por fraude bancária. A empresa reconheceu que o histórico de condutas não alcançou padrões éticos esperados e destacou mudanças em seu programa de conformidade, ética, sanções, combate à corrupção e prevenção à lavagem de dinheiro.

A ação civil, apresentada na região leste do distrito da Virgínia, utiliza uma lei federal que permite que vítimas de ataques terroristas processem o responsável direto e terceiros que teriam ajudado ou conspirado para o ato. Os advogados afirmam que houve nexo entre o esquema da BAT na Coreia do Norte e armas usadas em ataques.

A demanda sustenta que lucros da joint venture financiaram o desenvolvimento de armas de destruição em massa para o IRGC e para Hizballáh, com uso nos ataques de 8 de janeiro de 2020 ao al-Asad e Erbil, no Iraque, além de um ataque de 2022 no Curdistão. Mais de 100 militares teriam sido diagnosticados com lesões cerebrais traumáticas nesse episódio, e houve mortes no episódio de 2022.

Os autores, entre eles cerca de 200 militares e membros de família, buscam reparação por danos causados a serviços, civis e seus dependentes. Os representantes legais destacam que a BAT sabia ou deveria saber dos riscos de financiamento de terrorismo por meio do comércio ilícito de cigarros com a Coreia do Norte.

O processo ressalta que a BAT reconheceu publicamente falhas históricas e afirmou ter implementado mudanças significativas em práticas de conformidade. A ação continua tramitando na justiça federal da Virgínia, com a defesa da empresa sob avaliação do tribunal.

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