- Linwei Ding, de 38 anos, chinês e ex-funcionário da Google, foi condenado por um júri federal em San Francisco por sete acusações de espionagem econômica e sete de furto de segredos comerciais, visando beneficiar duas empresas chinesas.
- As acusações carregam penas máximas de até quinze anos de prisão e até cinqüenta milhões de dólares de multa para espionagem econômica, e até dez anos de prisão e duzentos mil dólares de multa para furto de segredos.
- Ding deve comparecer a uma audiência de status em três de fevereiro; o caso foi coordenado pelo Disruptive Technology Strike Force, criado pelo governo norte‑americano.
- Os investigadores disseram que Ding furtou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software que permitem aos data centers da Google treinarem grandes modelos de IA, incluindo planos de chips para obter vantagem sobre rivais.
- Ele teria começado a roubar três anos após ingressar na Google, em maio de 2019, quando era recrutado por uma empresa chinesa; a Google cooperou com as autoridades e não foi alvo de acusações.
Linwei Ding, ex-funcionário da Google, foi condenado por roubo de segredos de IA para beneficiar duas empresas chinesas, em um veredito proferido por um júri federal em São Francisco, em 29 de janeiro. O software engineer tem 38 anos e é natural da China.
A acusação afirma que Ding cometeu sete crimes de espionagem econômica e sete de furto de segredos, após um julgamento de 11 dias. Cada crime de espionagem econômica pode gerar até 15 anos de prisão e multa de até 5 milhões de dólares; os crimes de segredo podem render até 10 anos e 250 mil dólares de multa.
Ding deve se apresentar a uma conferência de status em 3 de fevereiro, segundo o Department of Justice. O advogado dele, também conhecido como Leon Ding, ainda não respondeu a pedidos de comentário.
A acusação aponta que ele roubou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software que habilita os data centers de Google a treinarem grandes modelos de IA. Parte dos supostos planos de chip visava dar vantagem competitiva frente Amazon e Microsoft.
Segundo a Justiça, parte dos desenhos de chips buscava reduzir a dependência do Google de fornecedores como Nvidia, fortalecendo o domínio do Google em nuvem diante dos rivais.
Ding ingressou na Google em maio de 2019 e teria iniciado os furtos cerca de três anos depois, quando era sondado para trabalhar em uma empresa chinesa de tecnologia em estágio inicial. A Google não foi acusada e cooperou com as autoridades; a empresa não comentou oficialmente.
O caso foi coordenado pelo Disruptive Technology Strike Force, criado em 2023 pela administração Biden para enfrentar violações em tecnologia sensível. A investigação envolve autoridades de justiça e comércio.
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