- A Comissão de Ética Pública liberou o ex-ministro Ricardo Lewandowski da quarentena após deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública no início do mês.
- A decisão foi tomada em reunião da CEP, com a conselheira Vera Karam de Chueiri declarando inexistente conflito de interesses após o exercício de cargo no Poder Executivo.
- Lewandowski consultou a CEP antes de atuar em empresa privada; a lei exige autorização da comissão para quem ocupa cargo público, mesmo com o equilíbrio entre funções.
- A liberação ocorre no contexto de o escritório de advocacia da família ter sido contratado pelo Banco Master entre o início de 2023 e agosto de 2025, período em que ele esteve à frente da Justiça.
- Lewandowski afirma que parou de prestar serviços ao Master antes de assumir o cargo no governo; familiares dele seguiram prestando serviços ao banco até agosto do ano passado, que também contratou o escritório de Moraes por 3,6 milhões mensais.
O ex-ministro Ricardo Lewandowski foi liberado da quarentena pela Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência. A decisão ocorreu após ele deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública no início deste mês, em razão de motivos particulares.
A CEP, órgão independente indicado pelo presidente Lula, disse não haver conflito de interesses após o exercício de cargo no Poder Executivo federal. A consulta foi feita pelo próprio Lewandowski, conforme a legislação vigente.
A liberação ocorre em meio a esclarecimentos sobre vínculos da família do ex-ministro com o Banco Master. O escritório de advocacia da família foi contratado pela instituição desde 2023 até agosto de 2025, período em que Lewandowski esteve à frente da Justiça.
Lewandowski cumpriu parte do mandato no Ministério entre 1º de fevereiro de 2024 e 9 de janeiro deste ano. Fontes da imprensa indicam contrato de consulting jurídico no valor de 250 mil reais mensais para o Master, com serviços prestados enquanto o ex-ministro estava no governo.
Segundo a defesa, Lewandowski interrompeu a prestação de serviços ao Master antes de assumir o cargo no governo. No entanto, familiares próximos dele — mulher e filho — continuaram ligados ao banco até agosto do ano passado. O Master também contratou escritório de familiares de outro ministro do STF, por 3,6 milhões mensais, para defesa de interesses da instituição.
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