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Moraes autoriza general Paulo Sérgio Nogueira a trabalhar e ler para reduzir pena

Moraes autoriza o general Paulo Sérgio Nogueira a trabalhar, ler e fazer cursos para reduzir pena de 19 anos, preso no Comando Militar do Planalto

O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, único réu a comparecer presencialmente ao julgamento sobre a trama golpista no STF — Foto: Evaristo Sa/AFP
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  • Moraes autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira a trabalhar, ler livros e fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos de prisão pela trama golpista.
  • Nogueira foi ministro da Defesa e comando do Exército no governo de Jair Bolsonaro, sendo considerado integrante do núcleo crucial do esquema.
  • Ele cumpre pena no Comando Militar do Planalto, em Brasília, desde novembro, onde também está o ex-ministro Augusto Heleno.
  • A Procuradoria-Geral da República o acusa de apoiar a narrativa de fraude nas urnas e de instigar a intervenção das Forças Armadas.
  • Em gravação obtida pela investigação, ele disse que via as Forças Armadas e o Ministério da Defesa “na linha de contato com o inimigo” e defendeu “intensificar a operação”.

O ministro Alexandre de Moraes do STF autorizou o general Paulo Sérgio Nogueira a realizar atividades como trabalhar, ler e fazer cursos para reduzir a pena de 19 anos fixada no inquérito sobre a trama golpista. O objetivo é diminuir o regime de cumprimento da pena. Nogueira foi ministro da Defesa e comandou as Forças Armadas durante o governo Bolsonaro, sendo considerado parte do núcleo central da organização investigada.

Ele cumpre pena desde novembro no Comando Militar do Planalto, em Brasília, onde também está detido o ex-ministro do GSI, general Augusto Heleno. A decisão permite atividades extracampo que podem encurtar o tempo de afastamento da cadeia, desde que respeitados os critérios da Justiça.

A Procuradoria-Geral da República acusa Nogueira de apoiar a narrativa de fraude nas urnas e de instigar a intervenção das Forças Armadas. Segundo a denúncia, ele endossou a tese em reuniões realizadas em 2022 e participou de articulações para sustentar a ruptura democrática. Em gravação obtida pela investigação, o general afirmou ver as Forças Armadas e o Ministério da Defesa como interlocutores com o inimigo e destacou a necessidade de intensificar a operação.

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