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Deputado solicita afastamento de Moraes por alegada interferência no caso Master

Deputado protocolou PAD no CNJ para apurar Moraes, com afastamento cautelar, por supostas reuniões com o BC sobre o Banco Master e contrato do escritório da esposa

Líder da oposição pede procedimento para apurar conduta e afastamento de Moraes. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
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  • O vice-líder da oposição, Sanderson, protocolou no CNJ um pedido para instaurar um Processo Administrativo Disciplinar contra o ministro Alexandre de Moraes e pediu afastamento cautelar.
  • O requerimento baseia-se em reportagens que apontam supostos contatos reiterados de Moraes com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante a análise da operação do Banco Master e a venda ao BRB.
  • O documento afirma que houve ligações telefônicas e ao menos um encontro entre Moraes e Galípolo, em momento de divergências sobre medidas a serem tomadas, inclusive uma possível intervenção.
  • Também é citado que Moraes teria manifestado posicionamentos favoráveis ao Master, com técnicos do BC considerando as abordagens atípicas, o que levou a registrar reuniões para preservar a autonomia das decisões.
  • O ofício destaca ainda contrato milionário do escritório Barci de Moraes Associados, pertencente à esposa do ministro, com o Banco Master, para representação junto a órgãos públicos, e solicita abertura de apuração, com documentos, agendas e oitiva de técnicos do BC.

O vice-líder da oposição na Câmara, Ubiratan Sanderson (PL-RS), protocolou no CNJ um PAD para o ministro do STF Alexandre de Moraes. O pedido solicita afastamento cautelar durante a apuração. A ação envolve Moraes e supostos contatos com o BC sobre o Banco Master.

O requerimento, datado de 24 de dezembro, baseia-se em reportagens que apontam conversas entre Moraes e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante a análise da venda do Master ao BRB. O objetivo seria influenciar decisões técnicas do BC.

Segundo o documento, houve ligações e ao menos um encontro com Galípolo enquanto o BC avaliava a operação. A depender de aval interno, a negociação envolvia a defesa de posicionamentos favoráveis ao Master, segundo as denúncias.

Contexto técnico e legal

O pedido cita relatos de reuniões e comunicações registradas pelo BC para preservar a autonomia do processo decisório. Técnicos teriam visto as falas como atípicas, o que motivou documentação formal.

A apuração também aponta que o Master tinha irregularidades graves, incluindo um repasse de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos ao BRB. A liquidação extrajudicial da instituição foi decretada e há investigações da Polícia Federal.

Escritório da esposa de Moraes

O documento destaca que o escritório Barci de Moraes Associados, ligado à esposa do ministro, mantinha contrato com o Master. O contrato previa remuneração milionária e a atuação na defesa de interesses da instituição junto a órgãos públicos.

De acordo com as reportagens citadas, o escritório não teria pedido audiência formal aos órgãos como o BC ou o Cade. Ainda assim, o parlamentar sustenta que a atuação pode configurar conflito de interesses ou violação de imparcialidade.

Pressões e finalidade do pedido

Relatos de bastidores sobre possível interferência externa em investigações também são mencionados. Não há comprovação documental, mas o deputado sustenta que a notícia de pressão indevida justifica apuração independente.

O pedido não afirma ilícitos, apenas solicita abertura de PAD para apurar condutas de Moraes, com requisição de documentos, agendas e oitiva de técnicos do BC, caso haja necessidade.

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