- A esposa do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, Kim Keon Hee, foi acusada de interferir em assuntos de estado em troca de valores caros e dinheiro.
- A equipe de procuradores pediu 15 anos de prisão para Kim, que está detida e é ré na acusação de recebimento de propina e outras crimes.
- O procurador afirmou que Kim usou o status de esposa do presidente para receber dinheiro e bens valiosos e participou de nomeações de pessoal.
- A líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, foi indiciada após a suspeita de ter dado itens de valor a Kim, incluindo dois bolsos Chanel e um colar de diamante; Han nega ter ordenado.
- O julgamento de Kim está com previsão de decisão para 28 de janeiro; o ex-presidente Yoon enfrenta processo por suposta orquestração de um levante, com decisão esperada no início de 2026.
A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, teria interferido em assuntos de Estado em troca de valores caros e dinheiro, segundo um promotor especial. A investigação, encerrada no domingo, ocorreu no contexto de apurações sobre o período de mandato do presidente Yoon Suk Yeol e escândalos ligados ao casal. Kim nega irregularidades e pediu desculpas em audiência.
A promotoria informou que Kim usou o status de esposa do presidente para receber dinheiro e objetos valiosos, além de se envolver na nomeação de pessoas. O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa que marcou o fim da apuração.
Acusações e provas
A equipe do promotor também indiciou o líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, que responde a processo. A investigação aponta que a seita teria entregado valores, incluindo duas bolsas Chanel e um colar de diamante, para influenciar Kim. Han nega ter instruído a igreja a subornar a ex-primeira-dama.
Procuradores afirmaram que diversas pessoas visitaram Kim para pedir favores, oferecendo dinheiro e bens, e que suas solicitações teriam sido atendidas. A defesa de Kim sustenta ausência de provas claras de culpa.
Contexto jurídico e próximos passos
Kim Keon-hee está detida e responde a processos por suborno e outras acusações relacionadas a favorecimento. A defesa pediu a rejeição de imputações adicionais, enquanto a promotoria pediu 15 anos de prisão para a ex-primeira-dama.
O ex-presidente Yoon Suk Yeol enfrenta processo por suposta afronta à ordem pública, com possibilidade de pena máxima caso condenado. O julgamento de Yoon deve ocorrer no início de 2026, segundo informações judiciais.
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