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Empresas ligadas ao Grenfell continuam recebendo contratos públicos de milhões

Análise aponta ao menos 87 contratos públicos com firmas citadas no inquérito de Grenfell, incluindo Rydon e Saint-Gobain, aumentando pedidos de auditoria e uso do Procurement Act 2023 para restringir fornecedoras

Seventy-two people were killed by the 2017 fire which was fuelled by combustible insulation and cladding that did not comply with regulations.
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  • Análise recente identifica pelo menos 87 contratos públicos envolvendo empresas criticadas no inquérito do Grenfell, incluindo Rydon e Saint-Gobain, mesmo oito anos após o incêndio de 2017 que matou 72 pessoas.
  • Sobre as firmas citadas, surge a pressão para que órgãos públicos commissionem auditoria completa de contratos existentes e considerem diretrizes sob a Lei de Aquisições (Procurement Act) de 2023 para restringir fornecedores.
  • Muitas das empresas continuam a receber contratos no setor público, com valores que somam milhões de libras, em áreas como serviços de gestão de instalações para trusts do National Health Service (NHS).
  • O grupo de sobreviventes Grenfell United e parlamentares defendem que, enquanto houver investigação criminal, as empresas citadas não devem receber novos recursos públicos e devem passar por escrutínio rigoroso.
  • Entre as firmas associadas ao caso, Celotex, controlada pela Saint-Gobain na época do incêndio, foi questionada por marketing de isolamento considerado inflamável; Saint-Gobain afirma que a divisão envolvida não atuava no Grenfell e mantém atuação em outros setores.

O incêndio na Grenfell Tower, em West London, em 14 de junho de 2017, deixou 72 mortos e mais de 70 feridos. Nova análise publicada em 2024 identifica ao menos 87 contratos públicos, envolvendo empresas citadas no relatório de fase 2, ainda ativos no governo. Entre elas estão Rydon Maintenance, Saint-Gobain e Celotex.

A pesquisa, realizada pelo deputado trabalhista Joe Powell, mostra contratos distribuídos em diversas entidades do setor público, inclusive NHS Trusts e agências estaduais. Embora alguns acordos já tenham vencido, o levantamento aponta que dezenas de milhões de libras ainda estavam vinculados às empresas mencionadas no inquérito. Autoridades locais foram instadas a auditar toda a cadeia de fornecimento.

Entre os contratos listados, a Rydon aparece em 14 acordos com prazo indefinido ou de término não informado, totalizando mais de 5,5 bilhões de libras em valores potencialmente vigentes. O grupo atuou como empreiteiro principal na reforma da Grenfell Tower e foi criticado pelo relatório por falhas em segurança de incêndio e gestão de subcontratados.

Casos específicos destacam operações de fornecimento de serviços com financiamentos públicos: contratos de gestão de instalações para trusts do NHS, com valores de milhões de libras, como Oxleas NHS Foundation Trust (6,6 milhões) e Avon and Wiltshire Mental Health Partnership NHS Trust (4,3 milhões). Celotex, ligada à Saint-Gobain na época, foi apontada por comercializar isolamento inflamável utilizado na torre, embora a empresa tenha negado ligação direta com a reforma. A Saint-Gobain hoje afirma atuar em diversos ramos de construção sem conexão com a Grenfell.

Especialistas destacam que o Procurement Act 2023 permite excluir fornecedores por moreis de conduta profissional e riscos à integridade. Powell pediu que os órgãos públicos realizem auditorias completas e publiquem resultados, adotando medidas para restringir fornecedores apontados em investigações criminais ou de conduta. O governo afirma que investigações e ações já estão em curso, com avaliações adicionais previstas conforme necessário.

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