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Destino dos principais alvos e investigadores da Lava Jato é tema em apuração

Apesar de condenações, maioria dos investigados da Lava Jato não enfrenta novas penas em 2025; STF anulou delação da Odebrecht e arquivou inquéritos.

Imagem: Arte/UOL
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  • STF invalidou a delação da Odebrecht, levando ao arquivamento de inquéritos contra Geraldo Alckmin, Ciro Nogueira e Aldemir Bendine.
  • Lula foi condenado no Paraná, ficou preso por um tempo e foi solto em novembro de 2019; em 2021 o STF anulou as condenações, tornando-o elegível, e ações em Brasília foram extintas; o sítio de Atibaia teve o caso arquivado em julho.
  • Em 2024 o STF decidiu pela anulação de decisões ligadas à Odebrecht; Deltan Dallagnol foi condenado a pagar R$ 146,8 mil a Lula por danos morais em processo relacionado ao PowerPoint.
  • Muitos investigados enfrentaram inquéritos, mas poucas condenações; Renan Calheiros, Aécio Neves e Arthur Lira não foram julgados pelo STF, enquanto Cunha e Cabral foram condenados e hoje respondem em liberdade.
  • Casos de Palocci, Vaccari Neto e Alberto Youssef foram anulados.

Dos principais alvos da Lava Jato, poucos ainda enfrentam consequências penais em 2025. A força-tarefa de Curitiba foi alvo de críticas e de condenações civis, enquanto procedimentos da operação passaram por escrutínio da Justiça. O Supremo Tribunal Federal invalidou a delação de Marcelo Odebrecht, base de mais de 270 inquéritos.

Essa revisão levou ao arquivamento de inquéritos contra o vice-presidente Geraldo Alckmin, o senador Ciro Nogueira e o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, entre outros. A avaliação do STF impactou desfechos de diversas apurações ligadas aos控roteções.

O caso de Lula

Condenado no Paraná por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Lula ficou um ano e meio preso em Curitiba. Em 2019, foi solto após o STF impedir prisões de condenados em segunda instância. Em 2021, o STF anulou condenações dele no Paraná, tornando Lula elegível.

As ações continuaram a tramitar na Justiça Federal de Brasília, mas foram extintas. A última a ser arquivada foi a do sítio de Atibaia, em julho deste ano. Em dezembro, o Superior Tribunal de Justiça determinou que Deltan Dallagnol pagasse R$ 146,8 mil a Lula por danos morais.

O STJ informou que o PowerPoint utilizado por Dallagnol para associar Lula à corrupção não possuía suporte técnico. A assessoria de Dallagnol não respondeu ao contato da reportagem. Em 2024, Toffoli anulou ações ligadas à Odebrecht; o ex-procurador reagiu com críticas.

Análise de resultados

No ano passado, Dallagnol comentou que decisões de Toffoli seriam políticas, não jurídicas, segundo ele. A Polícia realizou laudo que questiona a confiabilidade de mensagens atribuídas à Vaza Jato, reforçando argumentos de defesa. Não houve ato ilegal comprovado na Lava Jato, segundo Toffoli.

Processos envolvendo ex-ministros e ex-tesoureiros passaram por revisões. Therap a confirmação de penas variou: Collor foi condenado e chegou a cumprir pena; outros políticos tiveram ações anuladas ou extintas. O cenário segue com desdobramentos judiciais em curso.

Panorama atual

Entre nomes como Palocci, Vaccari Neto e Youssef, o andamento de atos da Lava Jato é marcado por anulações ou arquivamentos. A depender das decisões dos tribunais superiores, novos impactos podem surgir sobre as investigações remanescentes.

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