- Silvinei Vasques chegou a Brasília neste sábado e foi levado à sede da Polícia Federal após ser transferido de Foz do Iguaçu, onde havia sido detido no Paraguai por tentar embarcar com documentos falsos.
- Ele deixou Foz do Iguaçu às 9h20 e partiu às 10h20; a chegada em Brasília ocorreu por volta de 13h11, e o exame de corpo de delito previsto para as 13h foi adiado.
- O ex-diretor passou a noite de sexta-feira na PF em Foz do Iguaçu, após ser detido no Aeroporto Silvio Pettirossi; a investigação aponta rompimento de tornozeleira eletrônica em Santa Catarina.
- No mesmo dia da prisão, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Vasques, que já havia sido condenado a 24 anos e seis meses de prisão por ordens de operações no Nordeste para dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno de 2022.
- A defesa pediu que ele não seja mantido em presídio comum, propondo custódia em Santa Catarina ou na Penitenciária da Papuda, alegando risco à integridade física e citando precedentes do STF.
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, chegou a Brasília neste sábado após ser transferido do Paraná. Ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal, vindo de Foz do Iguaçu, no Paraguai, onde havia sido preso.
A transferência ocorreu depois que Vasques tentou embarcar para El Salvador com documentação falsa. Ele saiu de Foz do Iguaçu às 9h20 e decolou às 10h20 em aeronave da PF, chegando a Brasília por volta das 13h11.
Inicialmente, a PF previa exame de corpo de delito no Instituto Nacional de Criminalística por volta das 13h, mas o atendimento foi adiado em função do deslocamento. Vasques passou a noite de sexta-feira na PF em Foz do Iguaçu, após ser detido no Paraguai.
Prisão preventiva e contexto judicial
No mesmo dia da prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Vasques. A decisão está ligada à condenação anterior de 24 anos e seis meses de prisão, por suposta ordenação de operações policiais no Nordeste para dificultar deslocamento de eleitores de Lula (PT) no segundo turno de 2022.
A defesa de Vasques enviou petição ao STF pedindo que ele não seja mantido em presídio comum. Alegam que a integração à Polícia Militar de Santa Catarina é elemento de avaliação de risco, pois ex-agentes de segurança pública teriam mais exposição a ameaças.
Os advogados também citam casos de assédio durante a internação na Penitenciária da Papuda, ainda sob controle da Administração, e sugerem custódia em Santa Catarina ou na Papuda, no DF. A defesa sustenta que a custódia deve seguir critérios técnicos e individuais, sem antecipação de pena.
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