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Quem são os grevistas de fome da Palestine Action e seus riscos à saúde

Sete presos hospitalizados desde o início da greve de fome; médicos alertam para risco de deterioração grave da saúde sem alimentação adequada

Qesser Zuhrah is on hunger strike in HMP Bronzefield in Surrey.
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  • Sete prisioneiros foram enviados ao hospital desde o início da greve de fome, em 2 de novembro, com relatos de falta de atendimento médico em alguns casos; alguns estavam no Bronzefield, em Surrey, e no New Hall.
  • Os ativistas incluem Qesser Zuhrah, Amu Gib, Heba Muraisi, Teuta Hoxha, Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello; alguns jejuam em dias alternados por ter diabetes, e haverá julgamento em datas futuras.
  • Os réus são acusados de envolvidos em invasões a instalações de defesa: Brize Norton (RAF) em 2024 e Elbit Systems, empresa associada a defesa israelense, em 2024; casos visam processos em tribunais marcados para 2027 e, no mínimo, maio do próximo ano.
  • Demanda principal é pela liberdade provisória imediata, o fim da proibição de Palestina Action, frear restrições de comunicação e o fechamento da Elbit.
  • O estado de saúde é considerado grave por especialistas: sete pessoas levadas ao hospital, cinco já admitidas mais de uma vez; médicos alertam para riscos crescentes de dano corporal com o avanço da greve. O governo afirma que observa bem-estar dos presos e que há avaliação médica adequada.

Dois prisioneiros de Bronzefield e outros alojados em diferentes unidades de detenção iniciaram uma greve de fome em novembro, como parte de uma mobilização associada ao grupo Palestine Action. Ao longo de dezembro, sete detentos foram encaminhados a hospitais, com relatos de demora ou falhas na assistência médica por parte das autoridades prisionais. A gravidade da situação levou profissionais de saúde a alertarem para riscos crescentes à saúde, especialmente após três semanas de jejum prolongado.

Entre os participantes, estão Qesser Zuhrah, Amu Gib, Heba Muraisi, Teuta Hoxha, Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello, com algumas prisões localizadas em Bronzefield (Surrey) e New Hall. Outros dois presos, Jon Cink e Umer Khalid, encerraram as greves por motivos de saúde, sendo hospitalizados e posteriormente retornando à prisão. Os envolvidos respondem a acusações ligadas a invasões de instalações militares e de uma empresa de defesa associada a Israel, com julgamentos previstos para 2027 e maio do próximo ano, respectivamente. As defesas negam as acusações.

Os demandantes exigem liberdade provisória imediata, o fim da proibição do Palestine Action e a suspensão de restrições às comunicações. Também pedem o fechamento da empresa Elbit Systems. Advogados dos ativistas criticaram autoridades para não atenderem a interlocutores, citando falhas no cumprimento das políticas do Ministério da Justiça sobre greves de fome.

O governo tem reiterado que segue procedimentos normativos. O ministro da Justiça informou que não haverá encontros com prisioneiros ou seus representantes, destacando a experiência do sistema prisional no manejo de greves. Líderes parlamentares lembraram que regras estão sendo aplicadas, enquanto o ministro da Prisons enfatizou a existência de uma estrutura robusta de resposta. Não houve indicação de mudanças de posição por parte do governo.

Segundo a direção do sistema prisional, não se pode forçar a alimentação de quem recusa alimentos ou líquidos. Ainda assim, familiares e advogados questionam a fiscalização médica, relatando, em alguns casos, observações médicas tardias ou interrupções na oferta de tratamentos básicos. Em resposta, o Ministério da Justiça afirma que o bem-estar dos reclusos é monitorado continuamente e que acessos hospitalares são acionados conforme necessário.

Especialistas ouvidos em público destacam que, após aproximadamente três semanas, o corpo pode começar a usar reservas de gordura, seguido por possível depleção muscular e de órgãos, elevando riscos de disfunções graves a cada dia adicional de jejum.

Segue em aberto o desdobramento das próximas semanas, com novas informações sobre a evolução clínica dos prisonniers e possíveis impactos legais decorrentes das acusações envolvendo invasões a alvos de defesa. A cobertura continuará a acompanhar os desdobramentos e as medidas institucionais adotadas pelas autoridades.

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